25 de maio de 2026
TRAGÉDIA EM GUARÁ

Salety morre em acidente no Vale após comprar moto: 'Meu sonho'

Por Da redação | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Instagram
Salety Silva realizou o sonho de comprar a moto em 2025

Ela tinha o sonho de comprar uma moto. Ele foi realizado em agosto do ano passado, após muita luta. Nove meses depois, de forma trágica, Salety Aparecida Brito Silva, 21 anos, perdeu a vida em um acidente com a moto na rodovia Presidente Dutra, no trecho de Guaratinguetá.

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De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), ela pode ter perdido a direção e batido na mureta de concreto lateral da rodovia. Não foram identificados outros veículos no acidente. Havia marcas de arrastamento na estrada.

O acidente aconteceu no km 60,9 da Via Dutra, na pista sentido Rio de Janeiro, no trecho de Guaratinguetá. Salety estava a caminho do trabalho em uma indústria na AGC. O boletim de ocorrência registra morte acidental.

O policial chegou ao local às 23h37 de domingo (24). Salety estava caída na primeira faixa da esquerda, em posição de decúbito ventral. Populares já auxiliavam na sinalização da via.

Nas redes sociais, Salety publicou diversas postagens sobre o sonho de comprar a moto, uma Honda CG 160 Titan azul, a mesma envolvida no acidente.

“Faz cota que eu me prepararei pra esse dia”, escreveu ela após adquirir o veículo, em agosto de 2025. “Eu sou loka por moto, mas nunca pensei que iria ter a minha. Até que um dia qualquer eu fui abençoada com o que eu mais pedia a Deus”.

Em outra publicação, ela disse que gratidão é “reconhecer a mão de Deus em todos os detalhes de nossa vida”.

E continuou: “Ele quem vai arrumando tudo em seu lugar, pode doer, mas é melhor. Que sejamos gratos a Deus pelas alegrias e dores, pois tudo é permissão de Deus para realizar o melhor em nossas vidas”.

No final do texto, Salety escreveu: “Só há felicidade se não exigirmos nada do amanhã e aceitarmos do hoje, com gratidão, o que nos trouxer. A hora mágica chega sempre”.

Boletim de ocorrência

De acordo com o boletim de ocorrência, um policial rodoviário federal compareceu à Central de Polícia Judiciária para comunicar a morte da jovem. Ele informou que estava no atendimento de outro sinistro quando recebeu, via central, a informação sobre acidente com motocicleta no km 60,9 da Dutra.

O policial chegou ao local às 23h37 e encontrou Salety caída na primeira faixa da esquerda, em posição de decúbito ventral.

Na sequência, uma equipe de resgate da concessionária chegou ao trecho e iniciou procedimentos de reanimação cardiopulmonar, mas a vítima não resistiu.

Segundo o registro policial, Salety pilotava uma Honda CG 160 Titan azul, ano 2021, quando sofreu o acidente. A motocicleta foi recolhida ao pátio conveniado da PRF por ausência de responsável legal no local.

Pista molhada

O BO informa que não foram identificados outros veículos envolvidos no acidente. O registro cita indícios de colisão da motocicleta contra a mureta de concreto lateral, com marcas de arrastamento observadas no local.

O policial também relatou que a pista estava molhada por causa de garoa fina. Essa condição pode ter contribuído para a queda, conforme consta no boletim.

Quando a PRF chegou ao local, a motocicleta já havia sido removida por terceiros para junto da mureta divisória. Mesmo assim, o veículo permaneceu no ponto da ocorrência até a chegada da perícia.

Após os trabalhos periciais e a remoção do corpo pelo serviço funerário, a moto foi recolhida ao pátio. O boletim também registra requisição de exame necroscópico para o cadáver da vítima.

Salete era funcionária da AGC

O BO informa que não foi possível contato imediato com familiares da vítima. No entanto, houve contato com uma pessoa identificada como supervisor imediato de Salety.

Segundo o registro, ela era funcionária da fábrica AGC, situada em Guaratinguetá e instalada às margens da Dutra. No Instagram, ela informou que era técnica em logística.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita, com natureza de morte acidental. Isso significa que a Polícia Civil ainda deve analisar laudos, perícia, dinâmica do acidente e demais elementos para encerrar a apuração.

Até o registro do boletim, não havia indicação de outro veículo envolvido. A investigação deve avaliar as marcas na pista, as condições da motocicleta, o ponto de impacto e eventuais imagens de câmeras da rodovia.