A Justiça iniciou a fase de instrução do processo que apura a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Cristina Coelho da Silva, assassinada com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano. O coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto poderá ser levado a júri popular após a conclusão desta etapa.
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Nascido em Taubaté e residente em São José dos Campos, o oficial é réu por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de matar a esposa, de 32 anos, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro de 2026, na capital paulista, e de alterar a cena do crime para simular suicídio.
O caso é conduzido pela 5ª Vara do Júri da Capital, em São Paulo. A fase de instrução inclui o depoimento de dezenas de testemunhas e antecede a decisão judicial sobre a responsabilização criminal do oficial.
Entre as testemunhas está a filha da vítima, uma criança de 7 anos, que será ouvida por meio de depoimento especial. O procedimento é utilizado para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e ocorre em ambiente reservado, com acompanhamento técnico.
As audiências foram marcadas para ocorrer entre os dias 29 de junho e 3 de julho. Cerca de 40 pessoas devem prestar depoimento, incluindo delegados, peritos, policiais militares, familiares da vítima, testemunha protegida e o próprio coronel, que será interrogado no último dia da fase.
Segundo a decisão judicial, o número de testemunhas e a complexidade da produção de provas motivaram o fracionamento das audiências em diferentes datas.
A investigação ganhou repercussão após a prisão preventiva do oficial, decretada em março durante o andamento do inquérito. A perícia analisou celulares apreendidos e recuperou mensagens atribuídas à soldado que teriam sido apagadas.
Desde o início das investigações, Geraldo Leite Rosa Neto afirma que a esposa teria tirado a própria vida. A defesa do coronel sustenta a tese de inocência do policial.