Um homem de 46 anos foi preso por tentativa de feminicídio, em Taubaté, na noite de quarta-feira (20). Ele é acusado de atacar a companheira com uma faca e partes de um mancebo de madeira, tendo sido preso em flagrante.
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O caso ocorreu em uma residência na avenida Monsenhor Luís Gonzaga de Moura, no bairro Belém. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, de 47 anos, foi encontrada em via pública com sangramento intenso na cabeça e ferimentos nas mãos.
Policiais militares foram acionados pelo Copom para atender ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, a equipe encontrou a mulher ferida e acionou o Samu. A vítima foi levada à UPA San Marino e, conforme o BO, havia suspeita de traumatismo craniano.
O suspeito estava no quintal da casa, em área elevada. Os policiais relataram forte odor etílico e sinais de embriaguez. Uma faca e partes de um mancebo de madeira foram apreendidas e encaminhadas para perícia.
Na delegacia, o homem negou ter agredido a vítima. Ele declarou que o relacionamento havia acabado havia três meses e afirmou que fez uso de bebida alcoólica e droga antes da discussão.
O BO aponta, porém, que ele admitiu ter ligado para o 190 e dito: “se vocês não vierem aqui eu vou ter que matar minha mulher”. O documento também registra que o suspeito confessou ter travado embate físico e arrastado a vítima pelo corredor e pela rampa de acesso do imóvel.
O delegado responsável registrou o caso como feminicídio tentado, qualificado pela violência doméstica.
No despacho, a autoridade policial cita que o homem teria tentado matar a companheira, a princípio sem motivo, com uso de faca e madeira. A prisão em flagrante foi decretada, sem concessão de fiança em sede policial.
Na segunda edição do BO, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito. O documento cita gravidade do crime, risco à vítima, necessidade de garantia da ordem pública e informações de que a Polícia Militar já teria atendido outras ocorrências de violência doméstica no mesmo endereço.
O caso de feminicídio tentado no Belém em Taubaté deve seguir para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.