Os trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) se reúnem em assembleia decisiva na manhã desta quinta-feira (21), às 7h, para deliberar sobre a retomada da greve. A paralisação da categoria havia sido iniciada em 13 de abril e suspensa após 10 dias, fruto de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas.
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Na ocasião, foi estabelecido um prazo para que a Urbam apresentasse um estudo de impacto financeiro. O objetivo era avaliar a aplicação de correções no vale-transporte, no vale-refeição e nos salários, buscando a equiparação dos valores aos pagos atualmente aos servidores municipais.
O prazo determinado pela Justiça se encerrou na última quarta-feira (20). De acordo com Marcelo Ribeiro, presidente do SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio), a contraproposta apresentada pela empresa foi classificada como "esdrúxula" e, segundo ele, "deixou as coisas ainda piores".
A categoria reivindica uma série de melhorias, entre as quais se destacam a progressão salarial, melhorias na escala de trabalho, alterações no convênio médico e pagamento de insalubridade às equipes de limpeza urbana.
A votação desta quinta-feira (21) definirá se a proposta da empresa será aceita ou se os trabalhadores manterão a luta pelas reivindicações com a volta da paralisação. No primeiro período de greve, cerca de 500 colaboradores aderiram ao movimento. Até o fechamento desta reportagem, a Urbam não havia divulgado publicamente o teor da proposta apresentada ao sindicato.
Procurada por OVALE, a Urbam ainda não se posicionou.