Um homem relatou à Polícia Civil que foi perseguido, agredido e ameaçado pelo ex-companheiro da atual convivente no bairro Itapeva, em Paraibuna. O ataque com pauladas e tiro foi registrado pela Polícia Civil na segunda-feira (18), como lesão corporal e ameaça.
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Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, de 22 anos, afirmou que trafegava com uma motocicleta a trabalho pela Estrada Vicinal do Itapeva, em Paraibuna, quando foi surpreendida pelo suspeito, que também estava em uma moto.
O homem disse à polícia que o autor já vinha fazendo ameaças havia cerca de um mês. Durante a abordagem, conforme o relato registrado, o suspeito, de 23 anos, passou a desferir pauladas com intenção de atingir a vítima na cabeça.
Ele contou que conseguiu se defender parcialmente ao colocar o braço à frente dos golpes. Na sequência, o suspeito teria sacado uma arma de fogo, que a vítima acredita ser de calibre .22, de cor roxa.
Ainda de acordo com o boletim, o autor efetuou um disparo que atingiu o tanque da motocicleta usada pela vítima para trabalhar. O veículo é uma Honda CBX 250 Twister, vermelha, ano 2003.
A Polícia Civil requisitou perícia técnica na motocicleta para constatar eventual dano causado por disparo de arma de fogo. Também foi solicitado exame pericial no local dos fatos.
Durante a ação, segundo a vítima, o agressor também fez ameaças de morte. O homem relatou que o suspeito disse que iria “dar um tiro em sua cara”, além de usar palavras de baixo calão.
A vítima procurou atendimento médico na Santa Casa de Paraibuna por causa das lesões sofridas e apresentou ficha clínica na delegacia.
O boletim cita ainda que duas pessoas teriam presenciado os fatos. Segundo o relato, ambas trabalhavam em uma propriedade na região.
A ocorrência foi registrada como autoria conhecida, mas não houve flagrante. O caso foi encaminhado para apreciação do delegado titular.
A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias da perseguição, das agressões, da ameaça e do possível disparo de arma de fogo contra a motocicleta.
A vítima também foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para oferecer representação criminal contra o investigado.