Moradores da rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul de São José dos Campos, voltaram a se assustar com a cratera que reabriu no local nesta segunda-feira (18).
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Uma nova erosão atingiu o local, o solo ruiu e o buraco apareceu em meio às obras de construção da nova galeria de águas pluviais, iniciada em 9 de abril. A Prefeitura de São José dos Campos vai pagar R$ 6,79 milhões pela obra. A licitação foi vencida pela empresa Terrax Construções Ltda, que terá 12 meses para fazer o serviço.
No entanto, o novo buraco apareceu bem ao lado do local das escavações, que tiveram que ser interrompidas nesta segunda, de acordo com moradores do local.
“Eu trabalho a noite e estava dormindo. Como meu apartamento é de frente da cratera, eu acordei com o barulho e grito dos rapazes que trabalham na obra do lado da cratera”, disse uma moradora. “Estamos muito assustados com esse novo buraco”.
O secretário de Proteção ao Cidadão de São José dos Campos, Rafael Silva, disse que não risco aos moradores do local. "Engenheiros da obra e da Defesa Civil avaliaram a nova erosão e não há risco às famílias", disse.
Segundo ele, a nova erosão ocorreu devido às chuvas dos últimos dias, principalmente no domingo (17). Ações de contenção serão feitas entre segunda e terça-feira (19) para evitar que o buraco cresça.
"A área foi isolada e não causa risco. A avaliação da engenharia da obra e da Defesa Civil vai apontar quando começará a contenção da erosão", afirmou Rafael.
Ele também disse que a nova erosão não irá atrapalhar o cronograma das obras de construção da da nova galeria de águas pluviais na via.
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A abertura da cratera no meio da rua interditou um prédio com 34 apartamentos e quatro residências no dia 7 de fevereiro, obrigando os moradores a sair de seus lares devido ao risco de afundamento dos imóveis. A erosão causada pelo rompimento da galeria de águas pluviais da rua ameaçava ‘engolir’ o prédio e as residências.
Na época, a Prefeitura de São José informou que a obra emergencial de estabilização do talude foi realizada pela Urbam. “A intervenção foi finalizada antes do prazo, resultado da atuação integrada e ininterrupta das equipes da Prefeitura, garantindo rapidez e eficiência”.
A Urbam executou a primeira etapa da obra, que consistiu na estabilização do solo e fechamento de ambas as erosões com pedras. Também foram realizados os serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.
Segundo a administração municipal, o rompimento da galeria foi causado pela corrosão de tubo metálico, o que provocou o afundamento do solo e a abertura de uma erosão ao lado do prédio residencial.
Após a obra emergencial de contenção do talude e a inspeção técnica feita pelo Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), em parceria com a Prefeitura, os moradores do Residencial Jardins de Sevilha foram autorizados a voltar para as residências no dia 15 de fevereiro.