O atual contrato das empresas que operam os ônibus em São José dos Campos deve ser prorrogado até fevereiro de 2027, para manter a operação do transporte público enquanto a Prefeitura aguarda a entrega total dos ônibus elétricos.
A informação foi dada pelo prefeito Anderson Farias (PSD), em entrevista ao portal Vale 360 News. A possibilidade de adiamento do contrato foi noticiada por OVALE no final de abril.
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O prefeito corrigiu a interpretação de que a cidade começaria a receber os veículos apenas em fevereiro. Segundo Anderson, o prazo foi repactuado para que a fornecedora conclua a entrega até fevereiro do ano que vem.
“Nós fizemos uma prorrogação para até fevereiro, não a partir de fevereiro. Até fevereiro eles têm que cumprir a entrega para nós”, afirmou o prefeito.
A licitação para o fornecimento de 400 ônibus elétricos foi vencida pela empresa Green Energy, que entregou apenas 20 veículos até o momento. O contrato é de R$ 2,7 bilhões pelo aluguel dos ônibus por 15 anos.
O prazo inicial de recebimentos de todos os veículos era até setembro de 2026, mas foi adiado para fevereiro de 2027 por conta dos atrasos.
O transporte público em São José é operado pelas empresas Expresso Maringá, Joseense e Viação Saens Peña. Elas atuam atualmente com um contrato emergencial, que se encerra em outubro de 2026.
O contrato vigente com as empresas deve ser alterado para evitar interrupção no serviço antes da chegada completa da frota elétrica.
Anderson disse que a Prefeitura aceitou as justificativas apresentadas para o atraso na entrega dos veículos. Entre os pontos citados estão a falta de equipamentos, dificuldade com chassis, alta de insumos, como o aço, e aumento da demanda por veículos elétricos no Brasil.
O prefeito também citou mudanças em regras nacionais para compras ou financiamentos com recursos públicos. Segundo ele, essas regras passaram a exigir parte da produção no Brasil, para estimular emprego, renda e cadeia produtiva nacional.
No caso de São José, Anderson afirmou que os ônibus contratados têm chassi produzido no Brasil, carroceria de empresa brasileira e sistema de eletrificação de empresa nacional.
A prorrogação com as operadoras atuais deve funcionar como ponte até a entrega da nova frota. O prefeito afirmou que o prazo operacional com as empresas atuais termina em outubro e, por isso, será necessário estender a vigência até fevereiro.
“A gente deve alterar esse prazo até fevereiro do ano que vem para poder manter a operação do sistema”, disse Anderson Farias.
O novo modelo do transporte público prevê 400 ônibus elétricos. A entrega total da frota, antes prevista para setembro deste ano, passou para fevereiro de 2027.
Apesar do atraso dos ônibus elétricos, o prefeito afirmou que a administração já fez mudanças no sistema. Anderson citou aumento de oferta, criação de novas linhas e alterações em formas de pagamento.
Segundo ele, das 32 novas linhas previstas, seis já foram criadas. A Prefeitura também colocou em operação linhas de madrugada e deve concluir, em junho, ajustes em linhas de sábado e domingo.
Para Anderson, os ônibus elétricos são o principal produto da renovação do transporte, mas outras etapas do sistema já avançam antes da chegada de todos os veículos.