Novas mortes por febre amarela em Lagoinha foram confirmadas pela Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (14). As vítimas são dois homens, de 54 e 64 anos. Com os novos registros, a cidade chega a quatro mortes pela doença em 2026.
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A confirmação acende um novo alerta no Vale do Paraíba. Além dos quatro óbitos em Lagoinha, Cunha também tem uma morte confirmada pela doença neste ano.
De acordo com o Governo de São Paulo, os dois novos casos ocorreram em homens que não tinham histórico de vacinação. A vacina é apontada pelas autoridades de saúde como a principal forma de prevenção.
A situação preocupa porque a doença pode evoluir para formas graves, com risco de morte. Em abril, Lagoinha já havia confirmado duas mortes e ampliado a vacinação no município, com reforço na imunização dos moradores, principalmente nas áreas rurais.
A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos infectados. No ciclo silvestre, a transmissão ocorre em áreas de mata, e os macacos não transmitem a doença para humanos; eles funcionam como sentinelas da circulação do vírus.
A principal medida de prevenção é a vacina, disponível gratuitamente pelo SUS. Crianças devem receber uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Pessoas a partir de 5 anos sem registro de vacinação devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta.
Pessoas com 60 anos ou mais devem passar por avaliação em uma unidade de saúde, especialmente quando moram ou pretendem ir para áreas com circulação do vírus. Quem nunca tomou a vacina e precisa viajar para uma área de risco deve buscar orientação com antecedência.
Outras medidas ajudam a reduzir a exposição, como o uso de repelente, roupas que protejam braços e pernas, telas, mosquiteiros e atenção redobrada em áreas rurais, de mata ou próximas a fragmentos florestais.
Os sintomas iniciais podem aparecer de forma repentina e se assemelham aos de outras viroses. Os principais sinais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.
Nos casos graves, a doença pode causar pele e olhos amarelados, urina escura, dor abdominal, sangramentos e insuficiência hepática e renal. Quem apresentar sintomas e tiver passado por área de risco deve procurar atendimento médico imediatamente.