14 de maio de 2026
FEMINICÍDIO

'Tava doidão', diz jovem que matou e esquartejou Thalita

Por Da Redação | Distrito Federal
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Thalita Marques Berquó Ramos

Um dos jovens envolvidos na morte de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, prestou depoimento ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira (14) e deu detalhes sobre o esquartejamento da vítima. Durante o julgamento, ele afirmou ter participado diretamente da ocultação do cadáver e relatou que partes do corpo foram jogadas em um córrego. O rapaz também declarou que estava sob efeito de drogas no dia do crime e disse estar arrependido.

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O caso aconteceu em janeiro de 2025, em uma área de invasão próxima ao Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Distrito Federal. O crime é considerado um dos mais violentos registrados na região nos últimos anos.

Na época do assassinato, o jovem era adolescente e responde por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver na Vara da Infância e da Juventude. Nesta quinta, ele foi ouvido como testemunha no julgamento de João Paulo Teixeira da Silva.

Durante o depoimento, o rapaz contou que partes do corpo de Thalita, como cabeça, braços, mãos e pedaços das pernas, foram descartadas em um córrego próximo ao local do crime. Segundo ele, o tronco foi enrolado em cobertores e enterrado em uma área de mata.

Ao longo da audiência, o jovem alegou diversas vezes que estava drogado e cansado durante a ação criminosa. Em um dos momentos mais tensos do julgamento, ele foi questionado pela acusação sobre como teria conseguido esquartejar o corpo sozinho, mas precisado de ajuda para enterrá-lo.

A advogada da família perguntou se ele havia pensado na mãe e no filho da vítima enquanto cometia o crime. O jovem respondeu apenas: “Não pensei”.

O depoente também afirmou que João Paulo ajudou a colocar o corpo em um carrinho de mão, enrolar os restos mortais em uma coberta e enterrá-los. Segundo o relato, os envolvidos utilizaram pá, enxada e carrinho de mão para transportar o cadáver.

Dias após o crime, partes do corpo de Thalita foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto da Caesb, no Setor de Clubes Esportivos Sul, próximo à Vila Telebrasília.

As investigações apontam que Thalita teria usado drogas no local e entregue o celular como forma de pagamento. Depois, houve um desentendimento quando ela tentou recuperar o aparelho e teria cuspido no rosto de um dos adolescentes envolvidos.

De acordo com a polícia, os menores esfaquearam a vítima, enquanto João Paulo a teria agredido com pedaços de madeira e pedras. Um dos adolescentes confessou ter usado uma faca de açougueiro para esquartejar o corpo e descartar partes no córrego.

Antes do início do julgamento, familiares de Thalita acompanharam a sessão e pediram a condenação dos envolvidos. A mãe da vítima afirmou que enfrenta um “sofrimento dilacerante” desde a morte da filha.