O desmatamento na Mata Atlântica atingiu o menor patamar em 40 anos. Segundo dados do novo Atlas dos Remanescentes Florestais divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela Fundação SOS Mata Atlântica, a supressão de florestas maduras recuou 40% no último período.
O relatório referente ao biênio 2024-2025 foi divulgado nesta quarta-feira (13) e mostra que a perda de vegetação caiu de 14.366 hectares para 8.668 hectares.
Esta é a primeira vez, desde o início do monitoramento há quatro décadas, que o índice anual de desmate em áreas de florestas maduras fica abaixo de 10 mil hectares.
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Atualmente, o bioma conserva cerca de 24% de sua cobertura original. Desse total, apenas 12,4% são considerados florestas maduras, as áreas mais relevantes para a preservação da biodiversidade e do estoque de carbono.
O trabalho realizado pelo Atlas é focado em fragmentos florestais preservados e com mais de três hectares. Os dados são integrados ao sistema Prodes, do Programa BiomasBR, também do Inpe, que monitora toda a vegetação nativa em áreas a partir de um hectare.
Essa integração tecnológica e científica visa subsidiar políticas públicas ambientais e ações de fiscalização eficazes. A continuidade do monitoramento é uma peça-chave para garantir que os índices continuem caindo nos próximos anos.
Clique aqui para acessar o relatório completo do Atlas 2024-2025.