09 de maio de 2026
SOBRETAXA

Tarifaço de Trump não impactou vendas da Embraer, diz CEO

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Embraer
Nova versão do jato executivo Praetor 600

As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos Donaldo Trump a produtos exportados ao país não impactaram a Embraer. As aeronaves foram um dos produtos sobretaxados com até 40% no ano passado.

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Depois de negociação entre o governo brasileiro e o americano, com apoio da Embraer, os aviões foram retirados da lista, permanecendo uma taxa de 10%, mesmo assim considera alta pelo setor.

Questionado sobre o assunto nesta sexta-feira (8), durante audioconferência sobre resultados financeiros, o CEO e presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que o tarifaço de Trump não impactou as vendas da Embraer.

“Não estamos vendo nenhum impacto que possa afetar as vendas dos jatos executivos. A demanda segue forte para os jatos executivos, temos uma carteira muito moderna principalmente com os modelos Praetor 600E e Praetor 500E”, afirmou Gomes Neto.

Clientes nos Estados Unidos são os principais compradores dos jatos executivos da Embraer.

Gomes Neto admitiu que as tarifas afetaram os custos da Embraer, mas que com seus “produtos superiores” não houve impacto nas vendas, apenas ajustes.

“Temos a maior fila de clientes no setor e vamos vender os produtos até 2029”, disse a companhia.

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Guerra e petróleo

O CEO da Embraer disse que a companhia está monitorando “de perto” a situação da guerra do Irã com relação aos impactos no mercado internacional de combustíveis.

“Estamos monitorando a situação bem de perto. Aumento dos custos afeta a extensão de frota, mas até agora não houve impacto direto na Embraer, não houve redução de interesse e nem atraso nas entregas”, disse ele.

O executivo destacou que o ambiente é positivo para os jatos comerciais E-2 da Embraer, em razão de serem os mais econômicos da categoria.

“Sem dúvida, estamos muito bem posicionados com o E-2 nesse ambiente, porque temos a aeronave mais eficiente nesse segmento, e cada vez mais companhias aéreas estão mostrando interesse no produto. Estamos otimistas com as campanhas de venda do E-2”, afirmou Gomes Neto.

Cadeia de suprimentos

Sobre os desafios da cadeia de suprimentos, o presidente da Embraer afirmou que a empresa acompanha de perto as dificuldades dos fornecedores.

“Estamos trabalhando muito de perto, vemos muitas melhorias, mas poderemos ter algum impacto no segundo trimestre. No primeiro, tivemos crescimento”, disse.

Especificamente sobre motores, ele disse que a Embraer tem a “situação sobre controle”. “Não vemos nenhum risco para as nossas entregas. Estamos trabalhando com os fornecedores para melhorar a cadência de entregas. Vamos melhorar nesse ano, mas teremos uma cadência ainda melhor em 2027.”

Segundo ele, a Embraer terá em 2026 um “ano muito bom” para as vendas. “Estamos trabalhando muito forte nas campanhas de venda.”