09 de maio de 2026
FEMINICÍDIO

Homem que matou Thalita em SJC tem passagem por tráfico e roubo

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Arte Canva
Homem que matou Thalita em SJC já tem por tráfico e roubo

O homem preso por matar a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, em São José dos Campos, já tinha antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante a investigação do feminicídio que chocou a cidade nesta semana.

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Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, confessou ter assassinado a companheira dentro da casa onde o casal estava, no bairro Majestic, na zona leste de São José. Segundo a perícia, Thalita foi morta com 13 facadas.

Após a confissão, a Justiça decretou a prisão temporária de Wesley por 30 dias, prazo que pode ser renovado pelo mesmo período. Ele foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos. Ele vai responder por feminicídio.

A Polícia Civil pretende concluir o inquérito nos próximos dias e pedir a conversão da prisão em preventiva, para que o suspeito permaneça preso até o julgamento.

Wesley confessou feminicídio

Durante interrogatório conduzido pela Delegacia de Homicídios, Wesley admitiu ter atacado Thalita após uma discussão dentro da residência.

Segundo o delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pela investigação, o suspeito afirmou que “perdeu a cabeça” depois que a vítima pediu o fim do relacionamento.

“Foi uma briga no sábado. Ela disse que não queria mais, que era para ele sair de casa e ele perdeu a cabeça”, afirmou o delegado.

No depoimento, Wesley contou que pegou uma faca na cozinha e escondeu o objeto debaixo do travesseiro antes do ataque. Ele também disse que Thalita tentou se defender.

Suspeito relatou uso de drogas

Além dos antecedentes por roubo e tráfico, Wesley também afirmou à polícia que fazia uso de cocaína e consumia bebida alcoólica com frequência antes do crime.

Segundo o interrogatório, ele relatou uma rotina marcada por dificuldades financeiras, consumo de drogas e conflitos constantes com a vítima.

As investigações apontam ainda que Thalita já havia denunciado episódios anteriores de violência doméstica e possuía medida protetiva contra o ex-companheiro.

Fuga após o crime

Depois do assassinato, Wesley fugiu de São José dos Campos usando o carro da vítima. Segundo a investigação, ele passou por cidades do litoral paulista e depois seguiu para o estado do Rio de Janeiro.

O veículo de Thalita foi encontrado em Resende (RJ). Já Wesley acabou preso em Aparecida, no Vale do Paraíba, ao desembarcar de um ônibus vindo do Rio.

Durante o depoimento, ele afirmou ter jogado a faca usada no crime e o celular da vítima no rio Paraíba, em Resende.

Thalita relatou medo antes de morrer

Semanas antes de ser assassinada, Thalita contou a uma amiga que tinha medo de Wesley e relatou ameaças feitas por ele durante o relacionamento.

Em uma das mensagens, a motorista disse ter acordado durante a madrugada e encontrado o companheiro segurando uma faca.

“Ele falou para mim assim: ‘Toma, chama a polícia. Fala que eu tentei te matar antes que eu faça uma merda’”, relatou Thalita.

O corpo da motorista foi encontrado enrolado em um cobertor dentro da casa no bairro Majestic. O imóvel precisou ser arrombado para a entrada das equipes policiais.