07 de maio de 2026
ARRASTADO

Cachorro é arrastado por mais de um quilômetro e morre em Caraguá

Por Leandro Vaz | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Caso foi registrado pela polícia

Um cachorro morreu após ser arrastado por mais de um quilômetro por um carro na madrugada de quarta-feira (6), em Caraguatatuba. O caso foi registrado pela Polícia Civil e ocorreu entre a região da Praça Martim de Sá e o bairro Jardim Casa Branca.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais civis foram acionados após moradores denunciarem que um veículo estaria arrastando o animal por vias da cidade. Quando a equipe chegou ao local indicado, o cachorro já estava morto.

Investigação identificou carro que atropelou cachorro

Durante as diligências, os investigadores analisaram imagens de câmeras de monitoramento e identificaram um GM/Vectra GT prata circulando pela região por volta de 0h19. Nas imagens, o motorista aparece parando o veículo, engatando marcha à ré e, em seguida, retomando o trajeto enquanto o animal permanece caído no solo.

Ainda segundo a Polícia Civil, foi encontrado um rastro de sangue ao longo do percurso, desde a Praça Martim de Sá até a Travessa Ubá, no Jardim Casa Branca, onde o cachorro foi localizado.

O veículo foi encontrado posteriormente estacionado nas proximidades. O proprietário, identificado como Gilson Aparecido, de 42 anos, foi levado à delegacia acompanhado de uma advogada para prestar esclarecimentos.

Motorista disse que não viu que era cachorro 

Em depoimento, o homem afirmou que o carro apresentava problema mecânico no farol de milha e que, ao ouvir um barulho durante o trajeto, acreditou que alguma peça havia se soltado. Segundo ele, após percorrer cerca de 300 metros, parou o veículo e deu marcha à ré, momento em que o barulho teria parado.

O investigado disse ainda que não percebeu ter atropelado o cachorro por causa da baixa visibilidade e negou ter ingerido bebida alcoólica.

Atropelamento não teria sido criminal 

A autoridade policial registrou inicialmente o caso como ocorrência não criminal, considerando que a legislação não prevê modalidade culposa para o crime de maus-tratos contra animais.

O caso segue sob análise da Polícia Civil.