07 de maio de 2026
TÍTULOS PODRES

SJC e Caraguá são alvos da PF em ação contra fraudes milionárias

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PF
Agente da Polícia Federal

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em São José dos Campos e Caraguatatuba, no Litoral Norte, na manhã desta quinta-feira (7), em operação deflagrada contra um esquema milionário de fraudes tributárias.

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Batizada de Operação Títulos Podres, a ação é realizada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo os investigadores, o grupo criminoso utilizava créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para compensar indevidamente tributos federais.

No total, a operação cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em seis cidades de Minas Gerais, cinco de São Paulo e uma no Espírito Santo e outra no Maranhão.

Os alvos são lideranças e operadores financeiros do esquema, havendo ao menos dez advogados entre os investigados, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões aos cofres públicos.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e de valores no montante aproximado de R$ 32 milhões, com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos danos causados ao erário.

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre prisões ou apreensões realizadas em São José dos Campos e Caraguatatuba.

Esquema envolvia advogados, consultores e empresas

A PF informou que o esquema criminoso envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, que ofereciam falsas soluções para quitar ou reduzir dívidas fiscais. As investigações apontam a participação de servidores públicos e uso de mecanismos sofisticados para ocultação e movimentação de dinheiro.

As investigações revelaram uma estrutura, com divisão de tarefas, com captação ativa de clientes, com utilização de procurações eletrônicas, além de mecanismos de ocultação e de dissimulação de valores, por meio de empresas interpostas, de contas de terceiros e de movimentações pulverizadas, caracterizando também prática do crime de lavagem de dinheiro.

Operação Consulesa

Também foi deflagrada nesta quinta-feira (6) a segunda fase da Operação Consulesa, com o mesmo objetivo de desarticular organização criminosa especializada na utilização de créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como títulos podres, para a compensação indevida de tributos federais.

Ao todo, considerando as duas operações, os policiais e agentes públicos cumprem 79 mandados em cinco estados. Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em cerca de R$ 770 milhões.

A ação envolve mais de 200 policiais federais e 43 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal.