04 de maio de 2026
MANIFESTAÇÃO

Alunos da Unesp protestam contra violência sexual em São José

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Xandu Alves/OVALE
Alunos da Unesp no ato em São José dos Campos

Um protesto realizado por estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) mobilizou a região central de São José dos Campos na tarde desta segunda-feira (4).

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O ato aconteceu no campus da avenida Francisco José Longo, na região central, e reuniu cerca de 200 alunos, que cobraram respostas da universidade diante de denúncias de assédio e supostos casos de estupro atribuídos a um professor.

Durante a manifestação, alunas disseram que ao menos 10 casos de abuso por parte de docentes foram relatados após a denúncia do caso de estupro, revelado por OVALE na semana passada.

Vestidos de preto, os manifestantes se concentraram inicialmente dentro da instituição e, em seguida, seguiram em caminhada por ruas próximas ao campus. O grupo passou por vias como Prudente Meirelles de Moraes, Adhemar de Barros e Francisco José Longo.

Durante o protesto, os estudantes carregaram cartazes e entoaram palavras de ordem contra o machismo, a violência sexual e a permanência de professores denunciados no ambiente acadêmico. Entre as frases estavam “Assédio aqui não” e “Estuprador não pode ser professor”.

Além das denúncias, os alunos também criticaram a postura da direção da universidade. Segundo os manifestantes, os casos já teriam sido comunicados à instituição, mas, até o momento, não houve medidas consideradas efetivas pelo grupo.

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Em nota, a direção do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp informou que acompanha as manifestações e reafirmou repúdio a qualquer tipo de assédio no ambiente universitário. A instituição também destacou que mantém canais oficiais para recebimento de denúncias, com garantia de sigilo, acolhimento e apuração.

A universidade informou ainda que, desde o dia 30 de abril, foram instaurados dois Processos de Apuração Preliminar para investigar os relatos formalizados. Segundo a direção, o avanço das apurações depende da oficialização das denúncias pelos canais institucionais.

A Unesp também afirmou reconhecer o direito dos estudantes à manifestação, mas reforçou a importância de que os atos ocorram com diálogo, respeito e responsabilidade.