15 de maio de 2026
REDE SUS

SJC: Idosa teme perder único rim após 4 anos na fila do SUS

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Freepik
Idosa aguarda para realizar tomografia pela rede SUS em SJC

Uma idosa de 65 anos, que aguarda há quatro anos por um procedimento de nefrolitotripsia, uma microcirurgia para remoção de cálculos renais grandes, pela Rede SUS (Sistema Único de Saúde) de São José dos Campos, iniciou os procedimentos pré-cirúrgicos.

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A paciente, que já enfrentou um câncer que resultou na retirada de um dos rins, teme que a morosidade dos processos a leve a perder o outro órgão. "Tenho muito medo de perder o meu rim", afirmou a idosa.

A espera agora é pela realização de exames pré-operatórios. Um pedido de tomografias, sinalizado como urgência pela médica solicitante, foi agendado para 18 de maio, 61 dias após a solicitação.

Nova etapa, nova espera

Após a repercussão do caso com a divulgação de OVALE em março de 2026, a idosa chegou a ser chamada para dar andamento ao atendimento. Embora a documentação apontasse indicação médica de gravidade e urgência, a Prefeitura de São José dos Campos se posicionou na ocasião, dizendo que os casos são atendidos por ordem de "prioridade médica".

Feita a avaliação cirúrgica, a paciente agora enfrenta uma nova espera: a realização de exames necessários para a definição do procedimento.

Os exames

Como resultado da avaliação, a médica que assina o pedido dos exames solicitou duas tomografias e sinalizou novamente a necessidade de urgência.

No pedido, consta a informação de que a paciente possui rim único, histórico de nefrectomia por neoplasia renal e quadro de nefrolitíase coraliforme no rim restante, condição considerada grave. A médica ainda afirma que aguarda o exame para decisão sobre o tratamento cirúrgico.

Dores e medo

Com dores intensas constantes e limitações impostas pela doença, a senhora sente medo do que a espera pode causar. “Já fui chamada para fazer a avaliação cirúrgica e estou aguardando para fazer o exame desde o dia 18/03. Já passou mais de um mês e ainda não fui chamada. Tenho muito medo de perder o meu rim. É gravíssimo, de acordo com os médicos", desabafa.

Atendimento 156

A paciente registrou uma manifestação junto à Prefeitura, questionando a demora no atendimento.

Em resposta, a administração municipal informou que há critérios técnicos para priorização dos casos e que pedidos de urgência devem ser acompanhados de relatório médico detalhado inserido no sistema da UBS (Unidade Básica de Saúde). A Prefeitura também orientou que, em caso de agravamento, a paciente procure o pronto-socorro, destacando que cirurgias de emergência são realizadas conforme avaliação médica.

Para a paciente, a resposta foi insuficiente diante da gravidade do quadro. “Consigo interpretar que disseram que o meu caso não é importante assim, mas é gravíssimo de acordo com os médicos”, constatou.

O outro lado 

Em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, OVALE apurou o agendamento do exame para 18 de maio de 2026,no Hospital Municipal totalizando 61 dias após o pedido de urgência solicitado pela médica da mesma unidade.

Por meio de nota, a pasta informa que os exames estão agendados e que a paciente está em acompanhamento regular com "atendimentos periódicos junto às especialidades de nefrologia e urologia, entre outras."