A temporada chuvosa de 2026 no Vale do Paraíba, encerrada em março, trouxe recuperação parcial do nível dos reservatórios que abastecem os moradores da região e de outras cidades.
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No dia 18 de abril, o sistema apresentava 60,54% de reserva hídrica, depois de atingir apenas 34% no começo de janeiro e marcar um dos menores percentuais desde 1998 para o início do ano.
As informações são da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), conforme relatórios atualizados pelo Sistema de Acompanhamento de Reservatórios.
Desde então, as chuvas do primeiro trimestre recuperaram os volumes das represas do sistema, mas o nível médio (reservatório equivalente) está mais baixo do que estava em abril de 2025, o que acende um alerta.
O sistema registra 60,54% de média de volume útil em 18 de abril deste ano contra 34% em janeiro, uma recuperação de 78% da reserva de água. No entanto, na comparação com 18 de abril de 2025, quando o sistema tinha 67,82%, houve uma redução de 10,74%.
Principal represa da região, Paraibuna tinha 36% em janeiro e aumentou para 57,61% em abril deste ano, 57,71% a mais de volume útil. Mas o reservatório está bem abaixo do que tinha em abril de 2025 (85%), o que representa uma redução de 32%.
O mesmo aconteceu com as represas de Santa Branca e Jaguari, com aumento de 54% e 62% ante o volume de janeiro, mas queda de 20,86% e 21% considerando a reserva de água de abril de 2025.
A exceção é a represa de Funil, que aumentou em 143% o volume em abril comparado a janeiro e 54% na comparação com abril do ano passado.
O CBH-PS (Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul) informou que faz um “monitoramento contínuo da situação hídrica da bacia”, com “acompanhamento das previsões climatológicas, dados hidrometeorológicos e níveis dos principais reservatórios que abastecem a região”.
Além disso, os dados disponibilizados na Sala de Situação do SIGA-Ceivap, mantidos pelo Ceivap (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul), permitem acompanhar, em tempo real, a vazão e o nível dos reservatórios e dos 21 pontos de monitoramento da bacia, com informações atualizadas diariamente conforme publicação da ANA.
Em janeiro, o CBH-PS já havia alertado que projeções climáticas de instituições meteorológicas nacionais, como o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), indicavam que as chuvas ao longo do verão poderiam se manter abaixo da média histórica em algumas regiões do Sudeste, o que reforçava a necessidade de gestão responsável e uso racional da água.
Diante desse contexto, o CBH-PS informou que mantém rotina permanente de análise integrada de dados hidrológicos e pluviométricos, com base em informações técnicas e atualizadas. O comitê também promove articulações com órgãos gestores, agências reguladoras e operadores dos sistemas de água e saneamento, visando subsidiar o planejamento operacional e ações de segurança hídrica.
Além disso, o órgão incentiva a população e os usuários dos recursos hídricos a adotarem práticas de uso eficiente da água, em consonância com o Plano de Bacia e a Política de Recursos Hídricos da região.
“O Comitê reforça que a situação atual exige atenção ao uso da água e que todas as decisões são fundamentadas em dados confiáveis, com o compromisso de assegurar o abastecimento humano, os usos socioeconômicos e a sustentabilidade ambiental da Bacia do rio Paraíba do Sul”, informou.