Um homem de 33 anos foi preso pela Polícia Militar por agredir e quebrar o braço da própria mãe, de 62 anos, em São José dos Campos. O caso ocorreu no bairro Galo Branco, na região leste da cidade, na madrugada deste sábado (18).
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de agressão na rua Juvenal Santos, no Galo Branco. Quando a equipe chegou ao local, a vítima já havia se refugiado na casa de uma vizinha, com medo de novas agressões.
Os policiais relataram que a mulher apresentava hematomas nos dois braços. Depois do atendimento médico, veio a informação de que ela sofreu fratura no antebraço direito e permaneceu internada. O suspeito, segundo o boletim, se trancou dentro da casa e precisou ser contido e algemado após ser localizado em estado de agressividade.
A vítima não prestou depoimento na delegacia naquele momento por estar hospitalizada. Ela deverá ser ouvida posteriormente. Mesmo assim, o delegado entendeu que havia elementos suficientes para reconhecer a situação de flagrante real no crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica.
A autoridade policial afirmou que o suspeito agrediu fisicamente a mãe e chegou a quebrar o braço dela. O registro enquadra o caso como lesão corporal contra a mulher, combinado com a Lei Maria da Penha.
O delegado também decidiu não arbitrar fiança, sob o entendimento de que a pena em abstrato supera quatro anos. As comunicações foram feitas aos órgãos competentes, entre eles a Defensoria Pública. O agressor foi transferido para cadeia de Caçapava.
O trecho mais grave do boletim mostra que a mulher correu para a residência de uma vizinha por medo de continuar na própria casa. A cena encontrada pelos policiais reforçou a percepção de risco imediato à integridade física da vítima.
O registro ainda aponta que o hospital não forneceu laudo médico à polícia no momento do atendimento, o que deverá ser complementado depois, se necessário. Também foi expedido exame cautelar para o suspeito.
Agora, as diligências ficam a cargo da delegacia responsável pela investigação, enquanto a vítima poderá pedir medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.