A greve de trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) em São José dos Campos, que chegou ao quinto dia nesta sexta-feira (17), começa a afetar serviços prestados à população, como coleta de lixo, varrição e manutenção de áreas verdes.
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Além dos profissionais da limpeza pública, parte dos atendentes da Central 156 também aderiu à paralisação. Nesta sexta-feira (17), eles realizaram uma caminhada até o Paço Municipal para protestar contra a empresa. A Prefeitura disse que o movimento teve baixa adesão.
Por decisão judicial, permanece obrigatória a manutenção mínima de 70% do efetivo nas atividades essenciais. A Urbam tem mais de 4.100 funcionários e, pela estimativa da empresa, cerca de 300 aderiram à paralisação. Os principais setores afetados são os de varrição e coleta seletiva.
Moradores ouvidos por OVALE relataram que há lixo nas ruas de São José dos Campos, mas ainda não em volume significativo. Segundo os depoimentos, o serviço de coleta apresenta falhas pontuais. Sobre a Central 156, eles disseram que o serviço segue atendendo, por enquanto sem problemas relevantes por conta da paralisação.
“Cheguei a ver alguma coisa, um lugar ou outro assim, mas nada significativo. Não vi uma montanha de lixo que chama a atenção, ao menos por enquanto”, disse Lucas, morador da região central.
“Alguns lugares estão sem atendimento mesmo. Bairros mais afastados da zona leste e alguns na sul. Mas achei que estaria pior”, afirmou outro morador da cidade.
A recomendação aos moradores é acompanhar as atualizações sobre o cronograma de serviços básicos nos canais oficiais da Prefeitura de São José dos Campos.
Representados pelo sindicato Seaac (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de São José dos Campos e Região), os trabalhadores buscam melhorias financeiras e na estrutura das atividades.
O sindicato criticou a posição da prefeitura, que definiu o movimento grevista como um "ato político" e estimou a adesão entre 500 e 300 colaboradores mobilizados.
Sindicato e Urbam terão uma audiência para tentativa de conciliação no TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), em Campinas, na próxima semana. Até lá, a orientação do sindicato é para que a greve seja mantida.
Em nota publicada nas redes sociais, o sindicato disse que reconhece os transtornos causados pela paralisação e pediu a "compreensão da população". "Nosso objetivo não é prejudicar a cidade, mas buscar diálogo e condições mais justas de trabalho".
Em nota, a Urbam informou que o movimento de greve conduzido pelo sindicato entrou no 5º dia "prejudicando o pleno atendimento dos serviços prestados à população".
"Os serviços essenciais estão sendo mantidos de forma parcial, com atuação contínua das equipes para amenizar os impactos causados pelos grevistas. O serviço 156 funciona normalmente, pelo site, app e telefone", disse a empresa.
Por decisão judicial, permanece obrigatória a manutenção mínima de 70% do efetivo nas atividades essenciais.
A Urbam tem mais de 4.112 funcionários e, pela estimativa da empresa, cerca de 300 aderiram à paralisação. Os principais setores afetados são os de varrição e coleta seletiva.
No próximo dia 22, está marcada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, de Campinas, para a resolução do movimento.
"A Urbam reafirma seu compromisso com a continuidade dos serviços públicos, a transparência na condução do tema e a colaboração com as autoridades competentes", informou.