16 de abril de 2026
BRAÇOS CRUZADOS

Urbam: 'Não tivemos resposta; a greve continua', diz sindicato

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Trabalhadores da Urbam seguem em greve em São José dos Campos

Trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) entraram, nesta quinta-feira (16), no quarto dia de greve por melhores condições de trabalho em São José dos Campos.

Segundo Marcelo Ribeiro, diretor do SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de São José dos Campos e Região), foi realizada uma reunião com o subsecretário de governo da cidade, James Domingo, que ficou encarregado de levar a pauta ao prefeito Anderson Farias (PSD) e ao presidente da Urbam, Ricardo Minoru.

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O que diz o Sindicato

"Não tivemos nenhuma resposta até agora", disse Marcelo. "Eles entraram com o dissídio de greve, nós recebemos sim uma notificação de uma liminar falando a respeito dos serviços essenciais. Nós estamos cumprindo normal a cota de serviços essenciais. Os trabalhadores que estão parados, a grande maioria nem é de serviço essencial. Então tá tranquilo, a greve continua normal amanhã", finalizou.

Reivindicações

Os trabalhadores pedem adicional de insalubridade, progressão salarial, troca do convênio médico, ajustes nas escalas laborativas e também denunciam irregularidades como desvio de função e assédio moral.

Uma colaboradora, que não quer se identificar, afirmou ter desenvolvido depressão e ansiedade devido ao tratamento recebido na empresa e complementa dizendo que exerce seu direito à greve voluntariamente.

"Tem uma reportagem do presidente da Urbam informando que a gente está sendo obrigado pelo sindicato a fazer a greve. Ninguém está sendo obrigado pelo sindicato a fazer a greve, sabe? Cada um está ali por si, lutando pelo seu direito, entendeu? O sindicato só está representando a gente, mas assim, é muita coisa que ele falou na mídia que é mentira, sabe? É mentira", afirmou.

O que diz a Urbam

A empresa informa que foi proferida a decisão judicial que determina a obrigação de "manutenção mínima de 70% dos trabalhadores nas atividades essenciais de coleta de resíduos, varrição, serviços funerários, distribuição de medicamentos e sistemas de atendimento", sob risco de multa de R$ 5.000 por trabalhador que não estiver em atividade.

Ressalta ainda que o movimento tem baixa adesão, com aproximadamente 300 trabalhadores, e que grupos externos, sem vínculo com a companhia, tentam "desorientar trabalhadores e a população", passando números maiores do que os reais.

Apoio à greve

Sindicatos de outras categorias manifestaram apoio à greve.

O Sindpetro-SJC (Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região) se manifestou dizendo: “A categoria petroleira presta toda nossa solidariedade e apoio à luta. Vocês não estão pedindo nada de mais: um vale-refeição digno, um convênio digno. A saúde do trabalhador tem que ser prioridade. Saibam que vocês não estão sozinhos, desde que voltamos à CUT, vimos a importância da unidade dos trabalhadores na luta, como na nossa greve do fim de 2025. Juntos somos mais fortes!”

Manifestantes também ganharam apoio do Sindmetalsjc (Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos): "Todo apoio aos trabalhadores da Urbam. Podem contar com o apoio dos metalúrgicos e metalúrgicas da nossa região."