Jundiaí pode deixar de gastar cerca de R$ 20 milhões por ano ao adotar novas estratégias de gestão de resíduos sólidos. A estimativa foi apresentada pelo vice-prefeito Ricardo Benassi durante o 2º encontro “Lixo: Oportunidades e Desafios”, promovido pelo Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços de Jundiaí e Região (Forcis), que reuniu especialistas, representantes do setor público e da iniciativa privada no auditório do Ciesp Jundiaí.
Segundo Benassi, a economia viria principalmente da redução no envio de resíduos para aterros sanitários, o que inclui custos com transporte e contratos de destinação. O valor poderia ser ainda maior ao considerar o potencial de reaproveitamento dos resíduos. Materiais orgânicos e inorgânicos podem gerar energia, combustível e até retorno financeiro ao município. Com dinheiro em caixa, podemos destiná-lo para as prioridades da cidade”, comentou.
Ricardo Benassi destacou o potencial econômico do resíduo sólido
Durante o evento, especialistas participaram de painéis sobre financiamento e crédito, com representantes do BNDES e da Desenvolve SP, além de discussões jurídicas e apresentação de tecnologias que já se tornaram cases de sucesso na gestão de resíduos sólidos.
Para o gerente da agência ambiental da Cetesb em Jundiaí, Domenico Tremaroli, o avanço depende de uma mudança de mentalidade. “O que era lixo virou patrimônio com diversos potenciais, seja para produção de gases, energia ou até mesmo de retorno como produto reinserido no mercado. Há diversas formas de valorizar esses materiais”, ressaltou. “O evento fortalece o debate e discute alternativas para que Jundiaí seja vanguarda nesse assunto”, finalizou.
Domenico Tremaroli ressaltou a importância do debate e apresentação de alternativas
Atualmente, Jundiaí produz cerca de 12 mil toneladas de resíduos por mês e já possui potencial para gerar Combustível Derivado de Resíduos (CDR), criando novas fontes de renda. O encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre o tema e apresentar soluções modernas já aplicadas no país. A proposta é desmistificar o destino do lixo urbano e mostrar caminhos viáveis para transformar um passivo ambiental em ativo econômico.