A decisão da Justiça que colocou em liberdade o motorista investigado pela morte de Matheus Helfstein, de 20 anos, gerou forte indignação da família e repercussão nas redes sociais em São José dos Campos.
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A soltura de Heitor Stetner foi determinada nesta terça-feira (14), com o entendimento de que, neste momento, não há elementos suficientes para manter a prisão preventiva. O caso segue em andamento, e o investigado responderá em liberdade.
Nas redes sociais, a mãe de Matheus, Isabela Helfstein, desabafou sobre a decisão judicial e questionou o resultado das investigações.
“Estou destruída. Como que um juiz vai contra o promotor? Gente, 12 testemunhas dizendo que ele estava embriagado. Como essas testemunhas estão se sentindo?”, afirmou.
Ela também criticou o desfecho após o trabalho policial: “A polícia fez um excelente trabalho, e foi em vão? O juiz alegou que não há necessidade dele continuar preso.”
O pai do jovem, Ronnie Helfstein, também se manifestou publicamente. Em tom de fé, ele lamentou a perda e falou sobre justiça.
“A justiça dos homens pode falhar, mas a justiça de Deus nunca erra. Meu filho Matheus não é um número — é um amor eterno, um legado vivo dentro de mim. A dor é grande, a indignação é real, mas a minha fé é ainda maior. Porque eu creio em Jesus Cristo, que veio à terra, morreu na cruz para nos salvar e ressuscitou — e é n’Ele que encontro força para continuar. Nada passa despercebido aos olhos de Deus. O que hoje parece injusto, amanhã será plenamente revelado. E eu sigo… não pela ausência da dor, mas pela certeza da eternidade”, declarou.
Matheus morreu após um grave acidente registrado na madrugada de 28 de setembro, na marginal da Rodovia Presidente Dutra, em São José.
Ele estava em um carro de aplicativo que foi atingido por uma BMW conduzida pelo investigado. Com o impacto, o jovem foi arremessado para fora do veículo e acabou sendo atingido por outros carros que passavam pela via.
De acordo com as investigações, o motorista teria ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Testemunhas afirmaram que ele esteve em uma casa noturna horas antes do acidente.
Laudos técnicos apontam que o veículo percorreu mais de cinco quilômetros em poucos minutos, com velocidade média superior a 100 km/h, chegando a cerca de 166 km/h no momento da colisão.
Além da revolta com a decisão judicial, familiares demonstraram preocupação com a segurança das testemunhas já ouvidas durante o inquérito.
O caso segue em tramitação, e a Justiça de São Paulo deve analisar os próximos desdobramentos.