14 de abril de 2026
MATOU PARA ROUBAR

SJC: Matou o primo, confessou o crime e saiu pela porta da frente

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Agnaldo de Camargo foi assassinado em São José

O principal suspeito de ter matado Agnaldo de Camargo, 56 anos, em São José dos Campos, prestou depoimento à Polícia Civil, confessou o crime e saiu pela porta da frente da delegacia. A informação é da família da vítima.

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Agnaldo foi encontrado morto dentro de casa, atingido por 15 facadas, na manhã de segunda-feira (6). O principal suspeito é o próprio primo da vítima.

Passado o período da prisão em flagrante, o primo de Agnaldo prestou depoimento e saiu livre da delegacia, por ainda não haver uma ordem judicial de prisão contra ele, o que deve ser pedido pela Polícia Civil.

Segundo familiares de Agnaldo, o primo foi até o 1º DP (Distrito Policial) de São José, no Centro, e depois foi levado até o 6º DP, que investiga o homicídio. Ele teria confessado o crime em seu depoimento. A defesa do suspeito não foi localizada. O espaço segue aberto.

De acordo com a Polícia Civil, Agnaldo apresentava ferimentos causados por instrumento perfurante. Testemunhas que viram o corpo dele, encontrado num quarto da casa, que fica no Residencial Flamboyant, em São José dos Campos, disseram que o matador cortou o pescoço de Agnaldo com uma faca e depois desferiu 15 golpes no rosto, cabeça e barriga.

Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas e constataram o óbito no local, enquanto o Instituto de Criminalística realizou a perícia. O caso foi registrado como homicídio.

Imagens incriminam o primo de Agnaldo

Câmeras de segurança de imóveis vizinhos flagraram o primo da vítima, de 51 anos, em frente à residência por volta de 23h58 de domingo (5). Perto de 1h30 da madrugada de segunda-feira, o mesmo homem aparece deixando o local com uma mochila nas costas.

Segundo a família, ele teria matado Agnaldo por causa de dinheiro. Após o crime, ele teria roubado o cartão de banco da vítima e sacado dinheiro no dia seguinte, em um supermercado na região central de São José.

“Ele está solto e a gente presa, porque sentimos muito medo dele voltar. Medo de sair e encontrar com ele. Estou ainda em estado de choque porque vi o jeito que meu pai ficou”, disse uma filha de Agnaldo.

Vaquinha

A família de Agnaldo lançou uma vaquinha (veja abaixo) para pagar os custos com a limpeza especializada que terá que ser feita no quarto onde ele foi morto de forma violenta.

O custo é estimado em R$ 2,9 mil para a limpeza especializada do quarto, que não pode ser feita por meio de faxina comum.

“A cama dele precisa ser incinerada, pois não pode ser descartada na PEV como lixo comum, reciclagem, etc. Além disso, o quarto precisa ser devidamente higienizado também por conta do sangue e bactérias de decomposição que podem se proliferar”, afirmou Julia Machado, cunhada de Agnaldo.

“O custo é alto e está acima das condições neste momento. Estamos realizando esta vaquinha para conseguir arcar com o valor e tornar o ambiente seguro novamente”, diz publicação da família.

A chave Pix para quem quiser contribuir com a vaquinha é (12) 98216-9349, em nome de Karina Alexandra Garcia Costa Primo, no banco Santander. “Qualquer valor já faz muita diferença”, disse a família.