Uma mulher foi presa em flagrante por golpear o companheiro com faca em Taubaté. O crime acontece na madrugada desta segunda-feira (13), no bairro Estiva. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada caída no chão, ainda com vida, e acabou socorrida pelo Samu.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O registro do plantão policial informa que a Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de possível tentativa de homicídio. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram o homem, de 36 anos, ferido no chão e a mulher, de 26 anos, ao lado, segurando uma faca. O resgate foi acionado e a vítima foi levada com vida para atendimento médico.
O boletim aponta que o casal mantinha relacionamento e morava junto. Conforme a narrativa registrada pela polícia, os dois discutiram e, algum tempo depois, o homem voltou ao imóvel. A versão apresentada pela mulher no interrogatório é de que ele tentava arrombar o portão quando ela pegou uma faca na cozinha, retornou e desferiu o golpe.
A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio. Ainda segundo o documento, a própria mulher teria acionado a Polícia Militar e o Samu, permanecendo no local até a chegada das equipes. O homem não foi ouvido no plantão porque seguia internado no momento do registro do boletim.
A faca foi apreendida pela polícia. A autoridade policial também acompanhou os trabalhos periciais no local, o que deve pesar na apuração sobre a dinâmica da cena, a distância entre os envolvidos e as circunstâncias exatas do golpe.
No despacho incluído no boletim, o delegado afirmou que, naquele momento inicial da apuração, não identificava os requisitos da legítima defesa. O entendimento registrado foi o de que desferir uma facada no peito, dentro do contexto descrito no plantão, extrapolaria o uso moderado dos meios necessários, sem prejuízo de nova avaliação após laudos periciais e demais depoimentos.
Por isso, a mulher teve a prisão em flagrante determinada por homicídio tentado. O delegado também registrou que não arbitrou fiança, porque a pena máxima do delito ultrapassa quatro anos.
Ao mesmo tempo, o próprio boletim informa que a autoridade policial deixou de pedir, naquele primeiro momento, a conversão da prisão em preventiva. Entre os motivos citados estão o fato de a mulher ter acionado o resgate e aguardado no local para prestar esclarecimentos.