A operação deflagrada pela Polícia Militar para patrulhar adegas no Vale do Paraíba prendeu 3.605 pessoas em flagrante em 17 meses. A ação foi desencadeada em novembro de 2024 e segue sendo realizada na região.
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Em média, os policiais prenderam ou capturaram 212 pessoas por mês na região – 7 pessoas por dia nas operações em adegas. O total de pessoas abordadas chegou a 219,86 mil, número superior ao total da população de 36 cidades do Vale.
Segundo os números da corporação, 9.140 adegas e bares foram vistoriados na região desde novembro de 2024.
Foram recolhidas 583 armas e apreendidas mais de três toneladas de drogas durante a operação de fiscalização das adegas.
“Nós temos números impressionantes que fizeram com que as reduções dos nossos indicadores acontecessem”, disse o coronel Luiz Fernando Alves, comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior) e responsável pela Polícia Militar na região.
“Nós mostramos através de números o que isso impacta na perturbação do sossego, o que isso acarreta nos nossos indicadores, seja por moradores de rua que consomem nessas adegas, que funcionam de forma irregular, não só a bebida, mas por vezes, como a gente demonstra em números, drogas que são comercializadas nesses locais”, afirmou o oficial, durante reunião do programa São José Unida, na sexta-feira (10), em São José dos Campos.
De acordo com levantamento da PM, parte dos homicídios registrados na região nesse período aconteceu perto de uma adega. Cerca de 10% dos crimes contra a vida ocorreram dentro das adegas e 14% em um raio de até 100 metros de uma adega.
Em 2025, segundo a PM, os policiais receberam treinamento para também identificar produtos falsificados nas adegas e bares.
“E através do nosso estudo mostrando uma correlação que homicídios que acontecem ou dentro deste local [adega] ou na mediação, mas o autor com a vítima estava naquele local. Então, a importância desse combate”, completou Alves.