11 de abril de 2026
JOSÉ LUIZ

Casa da Bocaina, onde a natureza é a grande protagonista

Por Interino | Colunista social
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Thamy Silva Betty Prado e Maurizio Mancioli Crédito_Jurandy Valença

Entre curvas de serra e trechos de mata preservada, um endereço discreto vem reunindo nomes das artes, da arquitetura e da moda em uma dinâmica que mistura convivência, criação e paisagem. A Casa da Bocaina, idealizada por Betty Prado, é um conjunto de residências inserido em área de vegetação recomposta, onde a circulação de convidados acontece de forma espontânea, sem estrutura formal de hospedagem.

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Instalada nas proximidades do Parque Nacional da Serra da Bocaina, a propriedade ocupa uma área de 37 alqueires cercada por montanhas. O terreno, adquirido pela idealizadora ainda jovem, passou por um processo de reflorestamento ao longo das últimas décadas. Hoje, abriga quatro casas com projetos que combinam pedra, madeira e grandes aberturas, priorizando integração com o entorno.

Com trajetória internacional na moda nas décadas de 1980 e 1990, Betty retornou ao Brasil após anos no exterior e direcionou sua atuação para projetos ligados ao audiovisual e à criação. Também frequentou o curso de Arquitetura e Urbanismo na Escola da Cidade, experiência que influenciou diretamente o desenvolvimento das construções no local.

A Casa da Bocaina não nasceu como espaço de hospedagem, mas passou a receber visitantes ao longo do tempo, em um fluxo baseado em indicações. Entre os ambientes, estão a Casa Arco-Íris e a Casa Caipira, além de um ateliê que pode ser adaptado para estadias. Uma das casas é reservada à moradia de Betty e de sua companheira, Thamy Silva, que atua na condução de iniciativas voltadas à sustentabilidade e parcerias com produtores locais.

A área comum inclui piscina abastecida por nascente, sauna e trilha que leva a uma cachoeira dentro da propriedade. Desde 2025, o espaço passou a oferecer uma instalação de imersão aquática desenvolvida pelo artista Maurizio Mancioli, ampliando as experiências disponíveis aos visitantes.

A circulação de artistas e criadores também deixou marcas visíveis nas casas. Obras e intervenções de nomes como Felipe Morozini, Jurandy Valença e Humberto Campana fazem parte do ambiente, integradas ao cotidiano do espaço.

Sem sinalização convencional de hotelaria, a Casa da Bocaina segue operando a partir de relações construídas ao longo do tempo, reunindo visitantes em torno de experiências que combinam permanência, natureza e produção criativa.