Falha elétrica provocou interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo, que fica no Aeroporto de Congonhas, na manhã desta quinta-feira (9), provocando a suspensão de voos nos grandes aeroportos do estado. Alguns aeroportos chegaram a ficar com as operações suspensas por mais de uma hora.
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O terminal de Congonhas já retomou tanto decolagens quanto voos e opera normalmente, após os voos ficarem suspensos por mais de uma hora. Alguns aviões que estavam prontos para decolagem precisaram ser esvaziados.
O Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, autorizou as decolagens por volta das 10h15 e os pousos foram liberados por volta das 11h15.
O Aeroporto de Viracopos, em Campinas, retomou todas as operações e também avalia os impactos. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, os voos foram interrompidos entre 9h e 10h08, resultando em 10 atrasos de voos de chegada e 19 de partida, além do cancelamento de três voos de chegada e sete de partida.
O Aeroporto Campo de Marte, na zona norte da cidade de São Paulo, teve as operações suspensas entre 9h30 e 10h34, mas os voos já foram normalizados.
Nenhum voo foi desviado para o Aeroporto de São José dos Campos, segundo a direção do aeródromo.
Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou interrupção temporária das operações aéreas na região de São Paulo, no período das 9h30 às 10h06, devido a um problema técnico operacional.
“As aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”, informou a FAB.
As atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que acionou o protocolo de "pré-crise" por conta da falha elétrica. "Diante da situação registrada nos aeroportos de SP, a Agência Nacional de Aviação Civil acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário”.
Após o restabelecimento das operações, a Anac informou que está realizando o levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas e a estimativa do potencial de passageiros impactados.
“Além do acompanhamento, ao longo do dia, do desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha. A depender da evolução da situação, a Agência avaliará a necessidade de outras medidas", disse a Anac.
Também em nota, o Ministério de Portos informou que acompanha os “possíveis impactos na malha aérea decorrentes da ocorrência e mantém articulação com os órgãos responsáveis para garantir a plena regularidade das operações”. “O Ministério recomenda que os passageiros verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem aos aeroportos", informou.
* Com informações da CNN Brasil