Um incêndio em imóvel com adega em Aparecida terminou com a suspeita de que um homem teria provocado o fogo no local de uso misto. O fogo causou a destruição da parte frontal da construção, interdição temporária e investigação aberta pela Polícia Civil.
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O homem foi apontado por populares como possível morador do imóvel, localizado na rua Castelo Branco, na Vila Mariana A ocorrência foi registrada na tarde de domingo (5).
Segundo o boletim, a GCM (Guarda Civil Municipal) foi acionada e, ao chegar ao endereço, encontrou o imóvel já em chamas, com incêndio em estágio avançado. Diante da gravidade do quadro, houve reforço no acionamento do Corpo de Bombeiros, que assumiu o combate ao fogo. A área atingida foi de 80 m², sendo utilizados 3 m³ de água pelos bombeiros para extinguir o incêndio.
O registro descreve que um popular que ajudava espontaneamente no combate às chamas passou mal, ficou desacordado e precisou ser levado pela GCM à Santa Casa de Aparecida. Até a lavratura do boletim, porém, a corporação ainda não tinha conseguido identificar essa pessoa.
Depois que o fogo foi controlado, surgiram relatos de terceiros apontando que o incêndio poderia ter sido provocado por um homem que residiria no imóvel. A Polícia Civil ressalta no documento que essa informação não foi presenciada nem confirmada diretamente pelas equipes policiais e, por isso, entrou no registro apenas como suspeita preliminar levantada por populares.
A Defesa Civil fez vistoria preliminar no endereço e constatou destruição total da parte frontal do imóvel, onde funcionava uma adega, além dos cômodos subsequentes. O boletim ainda fala em colapso estrutural, com queda de telhado e paredes, danos parciais nos fundos e possibilidade de prejuízos a um imóvel vizinho.
Por causa desse quadro, houve determinação de interdição temporária do local e agendamento de nova vistoria técnica com engenheiro responsável, que deverá emitir laudo sobre as condições da estrutura.
A apuração não trata apenas da origem do fogo, mas também do risco remanescente para moradores e construções próximas.
A Polícia Civil informou que a perícia técnica foi solicitada, mas o local já não estava preservado. Também foi mencionada por terceiros a existência de um vídeo que mostraria a conduta do suposto autor, porém esse material não foi apresentado à autoridade policial até o momento do boletim. Sem esse registro audiovisual, a investigação depende de depoimentos, laudos e outros elementos técnicos.
O documento acrescenta que o homem apontado por populares como possível autor teria sido agredido a cerca de três quarteirões do imóvel e depois socorrido pelo Samu à Santa Casa, onde seguia hospitalizado.
Por isso, foi solicitado exame de corpo de delito ao IML (Instituto Médico Legal) para apurar eventuais lesões. O irmão dele foi ouvido como testemunha, mas afirmou que não presenciou diretamente o incêndio nem os desdobramentos da ocorrência.