Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira terão predomínio de tempo aberto, calor e chance de pancadas localizadas nos próximos dias, segundo avaliação do pesquisador e meteorologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Gustavo Escobar.
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Isso ocorre porque a atmosfera segue quente e úmida, com mudança mais relevante a partir de quarta-feira por causa da aproximação de uma frente fria.
Segundo Escobar, a tendência para esta segunda ainda é muito parecida com a observada no domingo, com sol, elevação rápida das temperaturas e possibilidade de chuva forte muito localizada entre a tarde e a noite.
Na prática, isso significa uma tarde quente em quase todo o setor regional. As máximas devem alcançar cerca de 32°C no Vale Histórico, ficar entre 28°C e 30°C em outras áreas da região e também no Litoral Norte, e girar em torno de 22°C na área de Campos do Jordão e Redenção.
O meteorologista destaca que esse padrão é típico da transição para o outono mais seco, mas ainda dentro de uma fase em que calor e umidade conseguem produzir chuva forte em pontos isolados.
Ele lembrou que foi isso que aconteceu no domingo, quando uma tempestade localizada cruzou cidades entre Guaratinguetá e Lorena, com chuva intensa e muitas descargas elétricas.
Em Lorena, o acumulado chegou a 50 milímetros. Em Guaratinguetá, o volume foi um pouco menor. Em outras áreas, como Cruzeiro, também houve chuva, mas sem o mesmo peso registrado nesse corredor do Vale Histórico.
Esse comportamento reforça uma característica importante desta fase do outono: a chuva não desapareceu, mas perdeu abrangência. O portal já mostrou esse padrão em reportagens recentes sobre tempo firme após pancadas isoladas, sobre o comportamento do outono de 2026 e sobre o tempo no feriado de Páscoa.
Nesta previsão do tempo no Vale do Paraíba, Escobar afirma que a terça-feira deve repetir a combinação entre calor, umidade alta e pancadas localizadas. A diferença mais importante aparece entre quarta-feira e o começo de quinta, quando a aproximação de uma frente fria deve aumentar o potencial para tempestades mais abrangentes e mais severas.
Antes da chegada do sistema, o ar tende a ficar ainda mais quente. Esse aquecimento reforça o contraste atmosférico e favorece a formação das chamadas pancadas pré-frontais, que são chuvas fortes que surgem antes da passagem da frente fria. Por isso, o cenário de quarta-feira inspira mais atenção do que o observado no começo da semana.
A passagem da frente fria deve ocorrer ao longo de quinta-feira. Com isso, as temperaturas máximas já começam a cair, embora sem um tombo brusco. Segundo Escobar, a mudança tende a ser sentida principalmente na sexta-feira, mais nas máximas do que nas mínimas. Na quinta, o avanço da nebulosidade e da chuva já deve segurar o aquecimento do dia.
No Litoral Norte, a quinta-feira pode ter chuva mais persistente por causa da entrada de ventos marítimos. Também pode haver alguma rajada de vento no litoral. No restante da região, a tendência é de chuva mais forte no começo do período, com melhora gradual ao longo do dia.
Ainda assim, existe o alerta de que a instabilidade não deve ir embora por completo, porque a sexta-feira pode voltar a ter chuva forte com a aproximação de um cavado, uma área alongada de baixa pressão que favorece nuvens carregadas.
O meteorologista também chama atenção para o calendário climático. Mesmo com o fim da estação chuvosa, a primeira metade de abril ainda pode registrar pancadas volumosas e episódios de chuva mais generalizada.
Por isso, a recomendação é manter atenção aos avisos e às atualizações ao longo da semana, sobretudo entre quarta-feira e a madrugada de quinta.