02 de abril de 2026
CSI E OUTROS

Para evitar apagão, Cidade Inteligente tem contrato emergencial

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMSJC
Devido a uma série de problemas em licitações da Prefeitura de São José dos Campos, não houve tempo suficiente para nova responsável assumir os serviços antes do fim do contrato da antiga prestadora

Para evitar um apagão no programa Cidade Inteligente, que engloba as câmeras de monitoramento do CSI (Centro de Segurança e Inteligência), a Prefeitura de São José dos Campos firmou um contrato emergencial com a antiga prestadora do serviço enquanto a nova empresa não assume as atividades.

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O contrato antigo havia sido assinado em novembro de 2019, com a América Net (atual Vero), e terminou no dia 20 de março desse ano. Mas como a nova empresa ainda não havia assumido integralmente o serviço, no dia 21 de março foi assinado o contrato emergencial com a Vero, por mais 12 meses (até março de 2027), no valor de R$ 14,1 milhões - o mesmo valor que a Vero havia recebido nos últimos 12 meses do contrato original.

Já o contrato com a nova empresa - o consórcio formado pela NipBr (Nipcable do Brasil Telecom) e pela L8 - havia sido assinado em 3 de março, com duração de 60 meses (cinco anos). O valor será de R$ 64,8 milhões nesse período, o que representa R$ 12,96 milhões por ano.

Sem duplicidade.

Ou seja, atualmente o programa Cidade Inteligente tem dois contratos em vigor, com duas empresas diferentes. Mas, segundo a Prefeitura, "não haverá pagamento em duplicidade pelos serviços". "As empresas serão pagas simultânea e proporcionalmente, de acordo com o serviço prestado por cada uma delas. Ou seja, as duas empresas se complementarão na prestação dos serviços de todo o contrato. O consórcio vencedor vai assumindo o contrato gradativamente, enquanto a outra vai deixando os serviços", afirmou o município.

De acordo com a Prefeitura, a medida foi tomada "para que não houvesse interrupção e prejuízo na prestação dos diversos serviços integrados" ao programa, em áreas como segurança pública, educação e saúde.

A Prefeitura explicou ainda que, embora o contrato emergencial com a Vero tenha prazo de um ano, poderá ser encerrado antes disso. "Neste contrato há uma cláusula resolutiva prevendo o encerramento antes dos 12 meses, tão logo a nova empresa vencedora da licitação esteja em condições de prestar os serviços integralmente".

Problemas.

O cenário atual, com dois contratos em vigor, é resultado de uma série de entraves ocorridos desde o início do ano passado nas licitações abertas pela Prefeitura para o programa.

As duas primeiras versões do edital foram publicadas no primeiro semestre de 2025, mas acabaram revogadas após denúncias feitas por empresas ao TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Já a última licitação, aberta em novembro do ano passado, tem o resultado contestado judicialmente pela Vero. Em janeiro de 2026, a 1ª Vara da Fazenda Pública de São José chegou a anular o certame, mas em fevereiro o Tribunal de Justiça liberou a assinatura do contrato. O processo judicial, no entanto, ainda não foi finalizado.

Programa.

Criado em 2019, o programa envolve uma série de ações, desde interligação semafórica e sinal de internet em prédios públicos e escolas municipais, até as câmeras de monitoramento do CSI. A principal novidade do novo contrato será o aumento no número de câmeras de vigilância, que passarão das atuais 1.200 para 1.691.