O Governo de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (26), a liberação de 12,5 mil novas Cartas de Crédito Imobiliário por meio do programa Casa Paulista. O investimento total é de R$ 159 milhões, com foco em famílias de baixa renda que buscam adquirir o primeiro imóvel.
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Na Região Administrativa de São José dos Campos, foram destinadas 156 unidades, sendo 41 para Taubaté e 115 para São José dos Campos, somando cerca de R$ 2 milhões em recursos. Cada benefício liberado tem valor de R$ 13 mil.
O subsídio é concedido pela Secretaria de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (SDUH) a famílias com renda de até três salários mínimos. O valor pode ser utilizado na compra de imóveis em empreendimentos aprovados pelo programa, com financiamento realizado pela Caixa Econômica Federal, utilizando recursos do FGTS.
A iniciativa permite que o beneficiário some o auxílio estadual a programas federais e ao saldo do FGTS, o que pode facilitar o pagamento da entrada ou reduzir o valor das parcelas, adequando o financiamento ao orçamento familiar.
Dados levantados em 2025 pelo Casa Paulista apontam que a renda média dos beneficiários das cartas foi de R$ 2,8 mil. Já entre famílias que adquiriram imóveis nos mesmos empreendimentos sem o subsídio estadual, a média foi de R$ 5,2 mil. Em cidades como Sorocaba e Itaquaquecetuba, essa diferença foi ainda maior, com rendas superiores a R$ 7 mil entre quem não contou com o benefício.
Para participar, é necessário atender aos critérios do programa e obter aprovação de crédito junto à Caixa. Os interessados podem consultar os empreendimentos disponíveis e simular o financiamento pelo site oficial do Casa Paulista.
Esta é a nona etapa de liberação das cartas desde 2023. No período, já foram disponibilizados 96,3 mil subsídios, com investimento de R$ 1,2 bilhão — volume 88% superior ao total concedido entre 2012 e 2022, quando foram distribuídas 50,8 mil unidades.
Na região de São José dos Campos, mais de 1,6 mil cartas já foram entregues desde 2023, contemplando todos os programas de fomento de crédito da secretaria e somando R$ 20 milhões em investimentos. Além disso, há mais de 2 mil unidades habitacionais em produção que utilizarão o benefício, com previsão de R$ 34,3 milhões em recursos.
A distribuição dos subsídios segue o Índice de Priorização de Pleitos (PPI), ferramenta criada pela SDUH que considera critérios como déficit habitacional, histórico de investimentos, desempenho de etapas anteriores e capacidade dos municípios. O objetivo é garantir uma aplicação mais equilibrada e eficiente dos recursos.
Outra medida adotada foi o aumento do valor do benefício para cidades com até 20 mil habitantes. Nesses locais, o subsídio passou de R$ 10 mil para R$ 16 mil por família, um acréscimo de 60%. Nesta etapa, municípios como Canitar, Estiva Gerbi e Sud Mennucci estão entre os contemplados.
A ampliação busca incentivar a atuação do programa em cidades menores, onde há maior dificuldade de acesso ao mercado imobiliário devido à renda mais baixa da população.