Uma menina foi resgatada por moradores após sofrer uma série de agressões dentro de um apartamento no Residencial Dom Bosco, nesta segunda-feira (23), em São José dos Campos. O caso foi registrado como maus-tratos contra menor e é investigado pela Polícia Civil.
O relato policial ainda menciona que, depois das agressões, a mãe teria colocado pano e fezes de gato na boca da criança.
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Segundo o boletim de ocorrência, vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos, pedidos de socorro e barulhos compatíveis com violência vindos do imóvel. Quando os policiais chegaram, receberam a informação de que a criança, de 11 anos, havia sido agredida pela própria mãe após um desentendimento relacionado ao uso de redes sociais.
O registro aponta que a mulher teria utilizado um pedaço de pau ou cabo de vassoura para agredir a filha, inclusive colocando o objeto na boca da criança, além de desferir golpes com o mesmo instrumento e com um chinelo. A vítima apresentava lesões visíveis no rosto e nos membros.
Moradores do condomínio relatam que a violência teria sido ainda mais grave. Segundo uma vizinha, a criança teria sido submetida a situações extremas dentro do apartamento.
“Essa criança passou um inferno. Disseram que ela foi obrigada a colocar fezes de gato na boca. Foi algo muito chocante para todos nós”, afirmou uma moradora, sob condição de anonimato.
De acordo com o boletim, após as agressões, a mãe também teria colocado pano e fezes de gato na boca da menina.
Ainda conforme o registro policial, moradores e o síndico tentaram verificar a situação da criança, mas a mãe se recusou a mostrá-la. Diante da gravidade, os presentes conseguiram manter a porta do imóvel aberta até que a menina saísse e fosse levada para a área externa, onde permaneceu dentro do carro do síndico até a chegada da PM.
Após a retirada da vítima, houve um princípio de tumulto no condomínio. Segundo o boletim, alguns moradores entraram em vias de fato com a mulher, na tentativa de proteger a criança. A confusão foi controlada pouco antes da chegada da polícia.
O caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e será investigado pela Polícia Civil. As circunstâncias das agressões e a responsabilidade da mãe serão apuradas.