O médico cardiologista Marcelo Queiroga, ex-ministro da saúde do governo Jair Bolsonaro (PL), defendeu a atuação do ex-presidente na pandemia da Covid-19 e disse que “faltou foi bunda para tanta vacina que tinha” para aplicar nos brasileiros.
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Queiroga participou do programa Arena Oeste, da Revista Oeste, que foi ao ar pela internet na noite de quinta-feira (19), com a participação de OVALE na bancada de entrevistadores.
Questionado pelo veículo, Queiroga disse que “vacina não faltou” no Brasil para imunizar a população contra a mais mortal pandemia em 100 anos, que deixou um rastro de mais de 700 mil mortes no país. Segundo a Fiocruz, o Brasil teve quatro vezes a média mundial de mortes por milhão de habitantes.
“Eu fiquei quase dois anos no Ministério da Saúde. Se os outros ministros não ficaram lá, o problema não é do presidente, é dos ministros. Porque vacina não faltou. Faltou foi bunda para tanta vacina que tinha. Então não faltou vacina no Brasil”, afirmou Queiroga, que é investigado, ao lado de Bolsonaro, pela conduta na pandemia (leia abaixo).
O ex-ministro disse que a “Fiocruz demorou a entregar a vacina”. E afirmou: “Foi feito um acordo de transferência de tecnologia, não é? E esse acordo o Ministério da Saúde colocou 2 bilhões de reais. Eu mesmo fui à Universidade de Oxford e a gente viu o que aconteceu com as vacinas da Fiocruz, que a escolha por essa plataforma foi dos tais cientistas da Fiocruz”.
Segundo Queiroga, que foi o quarto ministro da Saúde do Brasil em plena pandemia, ficando no cargo de março de 2021 a janeiro de 2023, “não faltou apoio do presidente Bolsonaro e do governo Jair Bolsonaro” para o combate ao coronavírus.
Ele também disse que os mais de 700 mil óbitos no Brasil por Covid-19 foram “dentro do padrão de um país das proporções do Brasil”, e ainda com “carga de doença que o Brasil tem, porque o Brasil hoje vive uma transição demográfica”.
E completou o ex-ministro: "Cada dia mais pessoas como eu, que têm os cabelos brancos, e com isso aumenta as doenças cardiovasculares, o câncer”.
Mais de 70 pessoas, entre elas Bolsonaro e Queiroga, foram indiciadas pela CPI da Pandemia, em outubro de 2021, por diversos crimes cometidos na condução da pandemia da Covid-19.
No caso de Bolsonaro, há acusações de crime contra a humanidade, charlatanismo e infração de medida sanitária preventiva. Queiroga foi indiciado por epidemia com resultado morte e prevaricação.
Em setembro de 2025, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, determinou a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar as conclusões da CPI. A investigação segue em andamento.