A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que o estudante suspeito de estuprar uma colega dentro de uma escola estadual de Taubaté foi afastado da unidade, “até que as determinações dos órgãos de segurança pública sejam cumpridas”, disse a pasta em nota.
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A Polícia Civil investiga o caso envolvendo uma adolescente de 16 anos, que teria sido estuprada por um colega de classe em uma escola estadual de Taubaté. O crime de violência sexual teria ocorrido na última terça-feira (17), durante o horário de intervalo das aulas. A vítima é aluna do ensino integral na escola.
Lamentando o ocorrido, a Secretaria disse que “repudia toda e qualquer forma de violência e abuso, dentro ou fora das escolas”. “Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora convocou os responsáveis e adotou todas as medidas cabíveis, incluindo o acionamento do Conselho Tutelar”, informou.
A pasta explicou que equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade escolar para acompanhar a situação, acolher a vítima e orientar a equipe escolar.
“A Unidade Regional de Ensino de Taubaté e a escola estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários", completou a Secretaria.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na madrugada de quarta-feira (18), a Polícia Militar foi acionada via Copom. Os policiais militares foram até o local e conversaram com a vítima e seu pai. A adolescente relatou que o colega de classe trancou a sala de aula e, contra a sua vontade, iniciou o abuso com um beijo, passando a mão em seu corpo até manter conjunção carnal.
A jovem queixou-se de dores na região íntima e chorou bastante durante o relato à policial feminina. Em um primeiro momento, ela não revelou a identidade do autor do crime.
A vítima foi prontamente encaminhada ao Pronto Socorro de Ginecologia e Obstetrícia local, para receber atendimento da equipe médica e ser submetida aos protocolos necessários.
O representante jurídico da adolescente, o advogado Isaac Rotband, confirmou os fatos narrados no boletim de ocorrência e esclareceu que o caso está sendo rigorosamente acompanhado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Taubaté. Segundo a defesa, houve uma retificação recente na qualificação do colega de classe suspeito.
Para garantir a preservação do estado emocional e a integridade da prova, a vítima será ouvida por meio de registro audiovisual (escuta especializada). O processo corre sob segredo de justiça, por envolver menores de idade e se tratar de um crime contra a dignidade sexual.