19 de março de 2026
ARCO DA INOVAÇÃO

Cabos da Ponte Estaiada de São José passarão por inspeção técnica

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Charles de Moura/PMSJC
Sistema de estaiamento sustenta a estrutura do Arco da Inovação

Os cabos que sustentam a Ponte Estaiada Juana Blanco (Arco da Inovação), em São José dos Campos, vão passar por inspeção técnica por uma empresa especializada.

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O trabalho será realizado com técnicas de acesso por rapel, devido à altura da estrutura, que chega a cerca de 100 metros. Engenheiros e profissionais certificados em atividades em altura participarão da operação.

O valor máximo de referência da licitação é de 832.867,74. A proposta vencedora foi de R$ 498 mil, da empresa Integra Consultoria e Projetos de Engenharia, com sede no Rio de Janeiro. A concorrência está em fase de recurso administrativo.

A inspeção do sistema de estaiamento do Arco da Inovação faz parte da segunda etapa de manutenção da Ponte Estaiada, inaugurada em abril de 2020 e que se tornou um dos principais cartões-postais da cidade.

Fissuras na ponte

A manutenção é necessária, segundo a Prefeitura de São José dos Campos, depois que fissuras foram detectadas na estrutura de concreto da ponte, que está interditada desta a última segunda-feira (16). A previsão é que os serviços de manutenção e de inspeção estrutural durem até dez dias.

Fissuras são como “cortes”, normalmente finos e alongados, que surgem na superfície ou interior de elementos estruturais, como vigas, lajes e pilares. Elas indicam manifestações patológicas causadas por tensões que superam a resistência do material, frequentemente geradas por retração, variação térmica, sobrecarga ou erros de execução.

Reparo de patologia

Segundo José Turano, secretário de Gestão de Obras de São José, a Ponte Estaiada passará por um “reparo de patologia”, que ocorre em todas as estruturas de concreto, em razão de o concreto ser um material que fissura. “As fissuras aparecem com a variação de temperatura”, explicou.

Turano contou que as fissuras foram identificadas na câmara instalada no Arco da Inovação, a 100 metros de altura.

“Essas fissuras não haviam [sido] identificadas e foram comunicadas à construtora Queiroz Galvão, dentro do prazo de garantia. Nesse prazo, a construtora já veio aqui analisar, fez um cronograma, apresentou o método de trabalho e hoje está executando”, disse Turano.

Qual o risco da ponte?

De acordo com especialistas, a presença de fissuras na parte superior de uma ponte estaiada, geralmente onde os cabos são ancorados no mastro, pode comprometer a estrutura, mas a gravidade depende da profundidade, abertura e causa técnica da abertura.

Em pontes estaiadas, o mastro e suas câmaras de ancoragem suportam cargas críticas de compressão e tração.

Se houver suspeita de dano, é necessária uma inspeção técnica especializada para realizar um laudo e determinar se a ponte deve ser interditada para manutenção emergencial, como ocorre no Arco da Inovação em São José dos Campos.

Condições climáticas

Segundo Turano, o andamento do reparo depende das condições climáticas, em razão de o material exigir tempo seco para ser aplicado e o serviço necessitar da prática de rapel.

“Sem dúvida, a chuva pode atrapalhar o andamento dessa obra, porque é um produto que tem que ser aplicado no seco, sem água. E também porque o acesso lá em cima é tudo no rapel. E rapel com chuva e vento é perigoso”, afirmou.

Condições climáticas adversas provocarão a paralisação da obra de manutenção. “Chuva e vento forte, com certeza, pode alterar o prazo previamente definido de execução desse reparo”, disse o secretário de Gestão de Obras.