21 de março de 2026
PM MORTA

Caso Gisele: Veja linha do tempo até a prisão do tenente-coronel

Por da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Gisele foi morta em 18 de fevereiro; tenente-coronel Geraldo Neto foi preso em São José

O caso da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32 anos, começou registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita. Depois, levou à prisão do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, por suspeita de feminicídio. O militar foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em São José dos Campos.

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A linha do tempo mostra os principais episódios relacionados ao caso, que repercutiu em todo o país após a soldado ter sido encontrada baleada na cabeça, no apartamento em que morava com o marido, que sustentou que ela havia tirado a própria vida. Gisele morreu e a investigação da Polícia Civil aponta que Neto a matou.

18/02/2026

Gisele é encontrada com tiro na cabeça no apartamento do casal no Brás, no centro de São Paulo. Ela é socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, onde a morte é constatada às 12h04.

O tenente-coronel diz que estava no banho quando ouviu um barulho e encontrou a esposa caída, com a arma nas mãos. Em depoimento, ele afirma que, por volta das 7h, foi ao quarto de Gisele dizer que queria se separar e que ela reagiu "exaltada", o empurrou e bateu a porta.

20/02/2026

Inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás), o caso passa a ser apurado como "morte suspeita". O inquérito mostrava situações que o socorrista da PM morta considerou suspeitas. Uma delas era a posição da arma, que estava bem encaixada na mão – algo pouco comum em casos de suicídio.

A mãe de Gisele relata à polícia que o relacionamento era "extremamente conturbado" e que o marido era "abusivo e muito violento". Ela afirma que ele proibia a filha de usar batom, salto alto e perfume e cobrava tarefas domésticas.

03/03/2026

Tenente-coronel pede afastamento das funções na PM após a morte da esposa. A investigação seguia sob sigilo determinado pela Justiça, e laudos periciais já haviam sido concluídos.

06/03/2026

Justiça autoriza exumação do corpo de Gisele após pedido da Polícia Civil para "total esclarecimento dos fatos". O Tribunal de Justiça informa que o inquérito tramita sob sigilo.

09/03/2026

Testemunha diz que três policiais mulheres foram ao apartamento horas após a ocorrência para limpar o imóvel. Segundo o depoimento, elas chegaram por volta das 17h48 e entraram acompanhadas por uma funcionária do condomínio.

Imagens de circuito interno também mostraram que no dia da morte da PM, o tenente-coronel recebeu a visita do desembargador Marco Antônio Cogan, do TJ-SP. Posteriormente, o policial disse que o magistrado era seu amigo.

11/03/2026

Tenente-coronel nega ter matado a esposa e diz que não tem "nada a esconder". Em entrevista à RecordTV, ele se defendeu das acusações e disse que "as pessoas têm inventado coisas, estou sendo atacado impiedosamente por inverdades. Não tenho nada para inventar ou mentir, trabalho com a verdade".

Um dos detalhes que ele comentou na entrevista foi a razão de não ter prestado socorro. Segundo ele, foi para não alterar a cena do crime.

“Depois de alguns minutos no banho, eu escutei um barulho forte e não desliguei o chuveiro, apenas abri o box e destravei a porta por dentro. Abri menos de um palmo da porta porque pensei que ela estivesse em pé na porta do banheiro querendo falar comigo. Aí quando eu abri um pouco, deu pra ver que ela estava caída no chão, uma cena traumatizante”, disse.

17/03/2026

A Polícia Civil de São Paulo pede a prisão preventiva (por tempo indeterminado) do tenente-coronel. A medida foi tomada com base em laudo cujo conteúdo é sigiloso.

18/03/2026

Polícia Civil prende Neto por suspeita de feminicídio em São José dos Campos. A prisão ocorre por suspeitas de feminicídio, violência doméstica e fraude processual, após determinação da Justiça Militar.