O roubo a uma base operacional e escritório da concessionária RioSP na rodovia Presidente Dutra, no Vale do Paraíba, envolveu seis criminosos que invadiram o local armados, ameaçando e agredindo funcionários. Eles roubaram veículos e pertences de cinco vítimas.
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O crime aconteceu na madrugada de domingo (15), na altura do km 78 da Via Dutra, em Roseira, na pista sentido Rio de Janeiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, seis homens armados invadiram o local. Mediante grave ameaça, violência psicológica e restrição da liberdade, eles roubaram a base e renderam ao menos cinco funcionários.
A investigação preliminar aponta que os bandidos renderam os vigilantes e a controladora de acesso simulando uma situação de emergência. Na sequência, eles passaram a render sucessivamente os funcionários que se encontravam em descanso no alojamento da concessionária.
As vítimas foram mantidas sob vigilância constante, com ordens para permanecerem de cabeça baixa, sendo reiteradamente ameaçadas de morte, inclusive com simulação de disparos de arma de fogo e ameaças direcionadas a partes específicas do corpo.
Houve arrombamento de diversas portas do local e subtração de uma ambulância, fios de cobre, além de pertences pessoais dos funcionários, como celulares, cartões bancários, dinheiro em espécie, relógios, óculos, capacetes, documentos e chaves de veículos, além de equipamentos corporativos, incluindo rádios comunicadores.
O boletim de ocorrência informa que os criminosos demonstravam conhecer a rotina da base, exigindo insistentemente informações acerca de valores pertencentes à empresa, localização de veículos, chaves e materiais estocados.
Durante a ação, os autores vasculharam dormitórios, portaria e áreas internas, subtraindo diversos pertences pessoais das vítimas.
Sob intensa coação, algumas vítimas foram obrigadas a auxiliar no transporte de materiais, como bobinas de cobre, as quais foram retiradas do local e acondicionadas no interior de veículos subtraídos, entre eles um automóvel Fiat Uno, uma motocicleta, bem como uma ambulância reserva, da qual foi retirada previamente a maca.
Após a fuga dos criminosos, a ambulância foi localizada abandonada e carbonizada na Estrada Municipal João Marcondes dos Santos, no bairro Taipa, na zona rural de Pindamonhangaba. O fogo destruiu o veículo.
Após consumarem o crime, os bandidos amarraram diversas vítimas com abraçadeiras plásticas, mantendo-as deitadas no chão, trancadas no interior dos alojamentos e salas, sob a afirmação de que haveria indivíduos do lado externo monitorando o local, com ameaça de retorno armado caso tentassem se libertar.
Passado certo tempo, as vítimas conseguiram se soltar, algumas com auxílio mútuo e meios improvisados, deixando o local por janelas e acionando o socorro policial.
As vítimas relataram que os autores estavam encapuzados, alguns utilizando luvas, vestimentas escuras e portando armas de fogo, não sendo possível a identificação precisa de suas fisionomias.
Um dos bandidos apresentava comportamento mais agressivo, exercendo liderança durante a ação. Houve ainda relato de agressão física a, pelo menos, uma das vítimas, a qual necessitou de atendimento médico.
Um dos veículos utilizados pelos criminosos durante o roubo foi identificado como sendo da marca Renault, modelo Sandero, de cor preta, ostentando placas do município de Santa Branca.
As imagens captadas pelo sistema de câmeras de monitoramento do local serão apresentadas pela concessionária.
No local do crime, a Polícia Científica colheu possíveis impressões digitais e materiais biológicos possivelmente pertencentes aos suspeitos. Também foram apreendidas seis braçadeiras de nylon e um saco no alojamento feminino, fita de nylon e uma corda verde no alojamento masculino e um simulacro de arma de fogo e uma luva de látex na área externa.
A polícia informou que os celulares corporativos e os veículos roubados possuem rastreamento, o que poderá colaborar para as investigações. O caso segue em investigação.
Em nota, a RioSP reforçou que segue à disposição das autoridades e que adota medidas contínuas para garantir a segurança dos colaboradores e a continuidade das operações na rodovia.