O Santuário Nacional de Aparecida recebe 35 mil mulheres na 13ª Romaria Nacional do Terço das Mulheres, que começou na sexta-feira (13) e segue até este domingo (15), com a missa de envio, às 8h. Juntas, elas rezaram a oração do Terço e a Consagração a Nossa Senhora Aparecida, em volta do Altar Central.
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Na noite de sexta (13), foi realizada a missa de abertura da romaria. O evento, que reúne romeiras de todo o Brasil, propõe nesta edição refletir o tema “Vivemos em família a alegria do amor”.
A missa contou com a animação do missionário redentorista Irmão Alan Zucheratto, que apresentou as intenções e saudou as participantes.
“A liturgia de hoje afirma que o essencial de toda lei é o amor ao Senhor e ao próximo. Por isso, as mulheres do Terço, atraídas por Nossa Senhora e motivadas pela fé, vieram à Casa da Mãe pedir a graça de viver na família a alegria do amor que alimenta a vida, a convivência e concretiza atitudes, pensamentos e sentimentos que vêm de Cristo Jesus, para termos sensibilidade e ternura em nossos relacionamentos”, disse.
Quem presidiu a celebração foi dom Orlando Brandes, administrador apostólico da Arquidiocese de Aparecida. Concelebram alguns missionários redentoristas, como o ecônomo e o reitor do Santuário Nacional, respectivamente padres Fábio Evaristo e Eduardo Catalfo, e também estiveram presentes outros sacerdotes, diretores espirituais de grupos do terço.
Em sua homilia, dom Orlando destacou a grande notícia proclamada nas leituras: todos nós somos amados por Deus desde sempre. Antes mesmo de nascer, já somos amados pessoalmente.
“Para Deus não existe multidão, existem pessoas. Ele conhece cada coração e se manifesta especialmente nas pequenas coisas do cotidiano”, afirmou.
Ao falar do mandamento do amor, ele explicou que Deus não pede que o amemos por egoísmo. Ao contrário, esse mandamento é um dom para nós mesmos, pois quem acredita no amor de Deus encontra mais facilidade para amar os irmãos. “É desse amor que nasce a verdadeira fraternidade”, destacou.
Segundo dom Orlando, a oração do Terço é um presente do amor de Deus para o povo. Simples e ao mesmo tempo profunda. Recordou que, ao longo da história, o Terço foi instrumento de paz, porque rezá-lo é um gesto de amor fraterno pelos irmãos.
“O terço nos faz testemunhas da fé. A oração do Credo, tão forte no terço, é uma comunhão com a Igreja. O terço nos aproxima da fé da Igreja”, acrescentou.
Por fim, agradecendo de modo especial às mulheres presentes, encorajou-as a continuar sendo testemunhas da fé e a transformar a oração do Terço em gestos concretos de caridade, como pede o Evangelho.
Sonia Maria, de Brusque (SC), contou que em 2025 descobriu dois tumores malignos na mama esquerda e precisou realizar a cirurgia de mastectomia para retirar a mama. Apesar do momento difícil, nunca perdeu a esperança, pelo contrário, entregou sua vida nas mãos de Deus.
“Naquele momento, o chão desapareceu debaixo dos meus pés. Chorei muito, mas depois entreguei minha vida nas mãos de Deus e disse: 'Senhor, faça em mim a tua vontade'. Reuni forças para contar aos meus filhos e disse a eles que também confiassem em Deus [...] Na véspera da cirurgia, me confessei, comunguei e recebi a unção dos enfermos. Fui para a cirurgia tranquila e em paz.”
No meio do tratamento, Sonia passou por complicações, mas nunca abandonou sua fé.
“Em 2010, completei cinco anos de tratamento. No dia 12 de outubro, liguei para a médica para saber se deveria continuar a medicação. E ela me disse: ‘A senhora está curada’. Nunca vou esquecer esse dia. No dia de Nossa Senhora Aparecida, recebi o maior presente da minha vida: a graça da cura.”
Salete Sávia, de Prados (MG), contou suas graças recebidas pela intercessão de Nossa Senhora. Como mãe, sofreu ao ver seu filho se envolver com drogas: “Mesmo vivendo dias difíceis, eu nunca desisti [...] Já se passaram dez anos, e hoje ele é um esposo dedicado e pai de duas filhas. Para mim, foi um grande milagre”.
Como avó, viu sua filha sofrer na gestação e sua neta nascer com apenas 900 gramas: “Com a imagem de Nossa Senhora Aparecida nas mãos, acompanhei o nascimento da pequena Maria Gabriela, que nasceu com apenas 900 gramas. Graças a Deus e à intercessão da Mãe Aparecida, tudo correu bem, e hoje ela está saudável.”
E, como mulher, sofreu com dores fortes no joelho, mas em todas essas versões recebeu as graças de Nossa Senhora.
“Aqui, diante deste altar, pedi a cura do meu joelho. E mais uma vez recebi uma graça: já faz um ano que não sinto mais nenhuma dor. Hoje estou aqui apenas para agradecer.”