Um vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que um homem ateia fogo no abrigo Consoladora dos Aflitos, no centro de São José dos Campos. O incêndio criminoso provocou uma tragédia que deixou quatro pessoas mortas e outras oito feridas.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
As imagens registram o instante em que o suspeito coloca fogo no local, na madrugada de 10 de março de 2025. As chamas se espalham rapidamente pelo prédio, que abrigava pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O acusado pelo crime, Leandro Rangel Vilela, segue preso preventivamente e aguarda julgamento pela Justiça. Ele se tornou réu por quatro homicídios qualificados consumados e 18 tentativas de homicídio.
Até o momento, não há data marcada para o julgamento.
As quatro vítimas carbonizadas no incêndio em São José
O processo tramita na Vara do Júri e de Execuções Criminais de São José dos Campos e ainda está na fase de instrução processual.
Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), ainda não há audiência marcada para o caso.
“O processo está em fase de diligências complementares, em razão da complexidade dos fatos”, informou o tribunal, acrescentando que a produção de provas é necessária para garantir o contraditório e a ampla defesa.
Em janeiro deste ano, a Justiça abriu prazo para que o Ministério Público apresente a qualificação completa de 16 vítimas arroladas no processo, que deverão ser intimadas para prestar depoimento em futura audiência.
A denúncia contra Leandro foi aceita pela Justiça em abril de 2025, em decisão do juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto, da Vara do Júri de São José.
Na decisão, o magistrado destacou que há indícios de autoria, com base no auto de prisão em flagrante, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança.
Segundo o juiz, as evidências indicam que o acusado assumiu o risco de matar as pessoas que estavam no local. As vítimas fatais foram identificadas como Hélio Gonçalves Tobis, Márcia Aparecida Santini, Moisés Felippe e Regiane Soares dos Santos.
Além das mortes, outras 18 pessoas sobreviveram, sendo que oito ficaram feridas.
A reportagem tentou contato com a defesa de Leandro Rangel Vilela, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
O incêndio ocorreu na madrugada de 10 de março de 2025, no prédio do abrigo localizado na rua Sebastião Hummel, na região central.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito teria ateado fogo em um sofá de um bazar que funcionava dentro do abrigo. As chamas se espalharam rapidamente e tomaram todo o imóvel. No momento da tragédia, 22 pessoas estavam no local.
Quatro acolhidos morreram carbonizados. As vítimas tinham entre 50 e 61 anos. Outras oito pessoas ficaram feridas e precisaram ser socorridas ao Pronto-Socorro da Vila Industrial. Após o incêndio, o prédio do abrigo foi interditado.
Mais de um ano após o incêndio, a tragédia ainda é lembrada por voluntários, moradores e pessoas atendidas pela instituição.
O abrigo Consoladora dos Aflitos prestava atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social e era mantido com apoio de voluntários e doações. A mobilização da comunidade ajudou a manter o trabalho de acolhimento após o incêndio.