Uma jovem de 21 anos denuncia que foi assediada sexualmente por um homem em plena praça Dom Epaminondas, no Centro de Taubaté. O caso aconteceu na manhã do último domingo (8), quando se celebrou o Dia Internacional da Mulher.
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Para a vítima, que estava a caminho do trabalho e filmou o assédio, o episódio foi traumático e marcará toda a sua vida.
“É um grande trauma que vou levar pra minha vida. Infelizmente, toda mulher vai passar por uma situação nojenta como essa, mas não posso me abalar, não quero me abalar”, disse ela a OVALE.
“Graças a Deus eu ainda estou viva e com saúde, tenho apoio de amigos e familiares, o que está sendo muito importante para me fortalecer nesse momento.”
O caso foi denunciado à Polícia Civil por meio do registro de um boletim de ocorrência. Imagens de câmeras de monitoramento da Prefeitura de Taubaté podem ajudar a identificar o assediador, que foi filmado pela vítima.
Repositora de um estabelecimento comercial de Taubaté, a jovem teria que pegar dois ônibus para trabalhar no domingo. Ela precisou sair de casa mais cedo. Moradora do bairro Três Marias, ela pegou o transporte às 5h15, com a primeira parada na praça Dom Epaminondas, às 5h30. Ela estava sozinha no local.
“Ali é sempre escuro e desértico nesse horário e nunca me ocorreu nada do tipo em minha vida até aquele momento”, recordou.
Assim que desembarcou, a jovem percebeu a presença de um homem nas redondezas, que “não parecia ser morador de rua, nem dependente químico e nem embriagado”. “Ele estava perfeitamente arrumado com o cabelo e barba feito, blusa de lã azul claro, calça jeans cinza e tênis”, disse a mulher.
Passados alguns minutos, ele veio até ela e pediu-lhe R$ 1. A repositora disse que não tinha, e o homem ficou “parado na minha frente por um bom tempo”.
Ela trocou de lugar e ele continuou por perto, rondando o ponto de ônibus da praça, até que ele ficou atrás dela, numa certa distância. Quando ela percebeu e se virou para ver, o homem estava se tocando.
“Assim que eu vi, ele já disfarçou e tentou esconder o que estava fazendo, nisso a primeira reação que eu tive foi pegar o celular e filmar a cara dele”, contou.
Segundo ela, isso aconteceu por volta das 5h40. “Lembro-me desse horário porque, infelizmente, isso vai ficar marcado na minha vida”, afirmou a repositora.
Com o celular filmando, ela tomou a atitude de correr atrás do assediador, que desceu o Calçadão em direção ao Mercado Municipal. Assim que ele virou a esquina, ela o perdeu de vista.
A jovem foi trabalhar normalmente naquele dia e contou o que se passou aos superiores. Um dos seguranças do estabelecimento enviou as imagens para policiais, para ajudar na identificação do assediador.
Ela contou que recebeu a informação de que o assediador não aparece nas imagens das câmeras de monitoramento, em razão de ele estar em um “ponto cego” do equipamento. Contudo, ele foi flagrado saindo do arbusto e a jovem correndo atrás dele.
A vítima também foi com o pai até a delegacia registrar o boletim de ocorrência de importunação sexual. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.
A jovem disse que pretende que “ele seja pego pela polícia para responder criminalmente por isso”. Segundo ela, o episódio nunca será esquecido.
“É um grande trauma que vou levar pra minha vida. O abalo foi nas primeiras horas do dia 8 após o ocorrido, mas agora eu estou segura de mim”, afirmou.
Ela disse que muitas pessoas se preocuparam com a atitude dela de correr atrás do assediador. “Foi perigoso e arriscado, mas no momento eu não queria deixar impune o que ele fez comigo”.
A repositora ainda disse que passou a ficar “em alerta a todo o momento” após o episódio, com receio de “viver algo assim novamente e não poder fazer nada”. Ela admitiu que seu maior medo não é de encontrá-lo novamente, frente a frente, mas de o suspeito “sair impune de novo”.