11 de março de 2026
NEGOCIAÇÃO

Após acordo com sindicato, LG mantém 300 empregos em Taubaté


| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
LG em Taubaté

O Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região) firmou um protocolo de entendimento com a LG para permanência dos setores do CRM (central de atendimento e suporte aos clientes) e do estoque da empresa em Taubaté. Com isso, 327 empregos serão preservados.

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O acordo tem validade de três anos, com previsão de novas discussões no segundo semestre de 2028. O conteúdo do protocolo, assinado no dia 3 de março, foi apresentado aos trabalhadores e trabalhadoras em assembleia na última quinta-feira (5).

O protocolo foi elaborado porque a área da LG em Taubaté está em processo de venda. Segundo a empresa, o contrato com o comprador da área tem uma cláusula para continuidade do CRM e do estoque em parte das instalações, por meio de locação.

A Construtora São José negocia a aquisição da área. A venda da fábrica da LG em Taubaté está em “estágio avançado”, segundo o sindicato.

Parada desde o fechamento da planta em 2021, a fábrica da LG em Taubaté deve ser transformada em um complexo logístico pela Construtora São José. O valor da transação não foi divulgado.

Leia mais: Venda da LG em Taubaté está em ‘estágio avançado’, diz sindicato

De acordo com a coordenadora do CSE (Comitê Sindical de Empresa) na LG, Raquel Lopes Faria, o sindicato está monitorando a situação da empresa. “Deixamos bem claro que no prazo de dois anos e meio voltaremos a nos mobilizar para a preservação dos postos de trabalho”, afirmou.

O presidente do Sindmetau, Claudio Batista, o Claudião, e o coordenador jurídico do sindicato, Isaac do Carmo, estiveram reunidos com a direção da empresa em São Paulo. No encontro, a LG confirmou que o comprador da área é o grupo São José Desenvolvimento Imobiliário – a Construtora São José. O tipo de empreendimento que vai ocupar o local não foi revelado.

Em 2021, a LG saiu do mercado de celulares, o que atingiu a planta de Taubaté. A empresa também transferiu a produção de monitores e notebooks para Manaus, alegando aumento da carga tributária no estado de São Paulo. O encerramento da produção resultou no fechamento de cerca de 700 postos de trabalho diretos e outros 400 indiretos.

Na época, dois setores foram mantidos em operação em Taubaté, o CRM (que é uma central de atendimento e suporte aos clientes) e o estoque. Agora, com a venda da área para um novo grupo, um novo acordo foi necessário para preservar os 327 empregos ativos no local.