O homem acusado de assassinar Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos, em Taubaté, chegou a confessar à polícia que matou a ex-companheira e enterrou o corpo em uma área rural da cidade. Posteriormente, no entanto, ele mudou sua versão e passou a afirmar que encontrou a jovem morta e decidiu ocultar o cadáver.
O julgamento do caso acontece nesta terça-feira (10), em Taubaté (leia mais).
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O caso, ocorrido em 8 de junho de 2025, ganhou grande repercussão no Vale do Paraíba após o desaparecimento da jovem, que havia saído com o ex-companheiro e não foi mais vista.
Durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o ex-namorado da vítima, Luiz Felipe da Silva de Moura, de 31 anos, foi apontado como suspeito do crime.
O corpo de Mariana foi localizado enterrado em um terreno na Fazenda Canta Galo, na zona rural de Taubaté. A localização ocorreu após buscas realizadas por investigadores da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), que encontraram pistas nas proximidades do Rio Una.
No local, foram encontrados objetos pessoais da jovem, como o celular e peças de vestuário, que ajudaram a direcionar as buscas.
As escavações para localizar o corpo contaram com apoio do Corpo de Bombeiros, já que o terreno apresentava acesso difícil.
Mariana estava desaparecida desde 8 de junho, quando saiu de casa acompanhada do ex-companheiro.
O desaparecimento foi registrado no dia seguinte pela irmã da vítima, Gabriela Costa, após Mariana deixar de responder mensagens e ligações.
Segundo familiares, a jovem chegou a avisar que estava com o ex e retornaria para casa no dia seguinte, o que não aconteceu.
Durante a investigação, a polícia também confirmou que Mariana já havia denunciado o ex-companheiro por perseguição meses antes do crime. Ela possuía uma medida protetiva concedida pela Justiça, o que reforçou a linha de investigação de violência doméstica e feminicídio.
O caso causou forte comoção.
O homem acusado pelo assassinato está sendo submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (10).
Durante o julgamento, estão previstos os depoimentos de testemunhas do caso, além do interrogatório do acusado. O Ministério Público e a defesa apresentarão suas versões dos fatos aos jurados.
Ao final da sessão, sete jurados escolhidos pela Justiça serão responsáveis por decidir se o réu será condenado ou absolvido pelas acusações relacionadas ao crime.