A área externa da Farma Conde Arena, em São José dos Campos, poderá abrigar um dos projetos mais inovadores de mobilidade aérea do país: a implantação de um vertiponto, estrutura destinada ao pouso e decolagem de aeronaves elétricas de decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs, popularmente chamadas de “carros voadores”.
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A Prefeitura autorizou a realização de um estudo técnico de viabilidade para a instalação da estrutura no entorno da arena. Caso seja implantado, o vertiponto poderá se tornar o primeiro do Brasil voltado à operação desse tipo de aeronave.
A iniciativa faz parte do projeto Aero Garden, que prevê investimentos estimados em mais de R$ 250 milhões e tem como objetivo posicionar a cidade na vanguarda da mobilidade aérea urbana.
O vertiponto funcionará como uma plataforma de apoio e conexão para aeronaves elétricas de pouso vertical, permitindo operações rápidas de embarque, desembarque, recarga e manutenção básica dessas aeronaves.
Diferentemente de aeroportos tradicionais, a estrutura é projetada para ocupação compacta em áreas urbanas, permitindo ligações rápidas entre centros urbanos, aeroportos e regiões estratégicas das cidades.
Os eVTOLs, que utilizam energia elétrica e tecnologia de propulsão vertical, prometem reduzir o tempo de deslocamento entre cidades e diminuir o impacto ambiental no transporte aéreo de curta distância.
No Brasil, esse tipo de aeronave está sendo desenvolvido pela Embraer, por meio da subsidiária Eve Air Mobility, uma das empresas líderes no desenvolvimento global dessa tecnologia.
A autorização assinada pela Prefeitura no dia 26 de fevereiro permite apenas o início dos estudos técnicos e do desenvolvimento do projeto que irá avaliar a viabilidade da implantação do vertiponto na área da Farma Conde Arena.
Para que o projeto saia do papel, ainda será necessária a regulamentação e aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Além do vertiponto, o projeto prevê a criação de um complexo tecnológico em uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados, localizada na Via Oeste.
A proposta inclui também: uma usina fotovoltaica com capacidade de 3 MW; infraestrutura para abastecimento de veículos elétricos, incluindo ônibus e caminhões; áreas voltadas à mobilidade sustentável e inovação tecnológica.