04 de março de 2026
CRIME

Preso com passagem por Taubaté decapitou colega de cela

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Preso com passagem por Taubaté decapitou colega de cela

Preso com histórico de violência dentro do sistema penitenciário, um detento reincidente confessou ter decapitado um colega de cela no último sábado (28). Ele acumula ao menos 16 faltas graves em mais de 20 anos de passagens pela prisão e já responde por outro homicídio cometido atrás das grades. O suspeito admite participação direta nos dois crimes.

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O caso mais recente ocorreu no CDP (Centro de Detenção Provisória) 2 de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. A vítima, Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi morta com a ajuda de outro interno. Segundo a investigação, os dois utilizaram uma lâmina de barbear para decapitar o preso e retirar partes do corpo. Em depoimento, os envolvidos afirmaram que agiram movidos pela revolta ao saberem que Washington era suspeito de ter assassinado a própria mãe.

O detento apontado como autor principal é Rodrigo Galvão dos Santos, de 42 anos, conhecido como “Rota”. Ele já era réu por outro homicídio ocorrido em 25 de agosto de 2022, na unidade III do mesmo complexo prisional, também em Pinheiros. Na ocasião, conforme denúncia do Ministério Público de São Paulo, ele ajudou outro preso a enforcar um colega de cela com um pedaço de lençol, após uma briga. O corpo foi escondido dentro da cela e localizado posteriormente durante vistoria.

De acordo com a acusação, Rodrigo aderiu ao plano criminoso e colaborou para imobilizar a vítima antes do estrangulamento. O julgamento referente a esse caso estava previsto para a última quinta-feira (26), mas ele não compareceu à sessão do Tribunal do Júri.

O histórico criminal do preso é extenso. A primeira detenção ocorreu em 2002, por tentativa de roubo. No mesmo ano, respondeu por furto qualificado e outros assaltos. Em 2003, fugiu do Centro de Progressão Penitenciária de Franco da Rocha, na região metropolitana.

Nos anos seguintes, acumulou registros por desacato, inclusive em Taubaté, dano ao patrimônio e resistência à prisão em cidades do interior paulista, além de acusação de sequestro e cárcere privado em 2006. Em 2012, foi novamente condenado por roubo. Também há registro de condenação por tortura contra outro detento.

O próprio preso declarou à Justiça integrar o Comando Vermelho e participar de agressões contra integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro das unidades prisionais. Autoridades apontam que o perfil violento do detento é recorrente, com diversas ocorrências disciplinares consideradas graves.

A vítima da decapitação havia sido presa dias antes, suspeita de matar a mãe, de 58 anos, em uma residência no Jardim das Palmas, na região do Campo Limpo, zona sul da capital. O corpo da mulher foi encontrado por outro filho, com sinais de estrangulamento. Após a prisão, Washington foi encaminhado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e, em seguida, transferido ao CDP de Pinheiros 2, onde foi morto três dias depois.

Após o crime dentro da unidade prisional, os dois suspeitos foram levados ao 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde confirmaram a autoria e passaram por exame de corpo de delito. Em seguida, retornaram ao sistema penitenciário e permanecem à disposição da Justiça.

Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária não havia informado, até a última atualização, se adotou medidas disciplinares adicionais ou transferência dos envolvidos. As defesas dos acusados não foram localizadas. O espaço segue aberto para manifestação.