A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) confirmou que João Lenon Alves dos Santos, 34 anos, “confessou o crime” que tirou a vida da então companheira dele, Ana Luiza Fonseca dos Santos, 58 anos, em Paraibuna. A confissão ocorreu após João Lenon ter sido preso nessa terça-feira (3). Ele estava foragido.
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João Lenon foi preso no bairro Jardim das Palmeiras, na cidade de Viradouro (SP), após permanecer foragido por vários dias. Havia um mandado de prisão preventiva contra ele, expedido pela Justiça.
A prisão aconteceu duas semanas após o crime, depois de série de investigações que, segundo a Polícia Civil, somaram mais de 2 mil quilômetros percorridos pelas equipes.
Ana Luiza foi encontrada morta na residência do casal, em Paraibuna. Segundo a polícia, ela foi atingida por ao menos nove facadas. O crime aconteceu em 16 de fevereiro.
“O caso é investigado pela Delegacia de Paraibuna. O suspeito foi preso nesta terça-feira (3), durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva”, informou a SSP.
Segundo a pasta, as investigações apontaram que, no dia 16 de fevereiro, o indiciado matou a companheira durante uma discussão na Estrada do Espírito Santo, em Paraibuna.
“Em depoimento, o homem confessou o crime. As diligências continuam para o completo esclarecimento dos fatos e a conclusão do inquérito”, completou a SSP.
A captura de João Lenon foi resultado de uma ação conjunta das forças de segurança, que rastrearam o suspeito até o município no interior paulista. Ao ser abordado, João Lenon foi interrogado pela equipe da Delegacia de Polícia de Paraibuna, ocasião em que confirmou a autoria do crime. Após ser preso, ele foi levado à Cadeia Pública de Colina (SP).
Ana Luiza foi morta em 16 de fevereiro de 2026, em uma residência localizada na Estrada do Espírito Santo, no bairro Vila de Fátima, em Paraibuna. Ela foi encontrada sem vida no imóvel com vários ferimentos causados por faca. Conforme o boletim de ocorrência, Ana Luiza havia sido atingida por pelo menos nove golpes.
Testemunhas relataram que, logo após cometer o crime, o suspeito teria ligado para familiares confessando o assassinato da companheira, com quem mantinha um relacionamento de aproximadamente cinco anos.
A conversa foi gravada por uma parente e anexada ao inquérito como prova. Depois disso, João Lenon fugiu e não foi mais localizado.
Após ser preso e levado à delegacia, João Lenon confirmou a prática do feminicídio durante o interrogatório policial. Ele foi recolhido ao sistema prisional e segue preso preventivamente. Ele vai responder pelo crime de feminicídio qualificado por violência doméstica.