A Prefeitura de Taubaté registrou superávit em 2025, que foi o primeiro ano de gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo), mas viu a dívida do município crescer de janeiro a dezembro do ano passado. Os dados foram apresentados durante audiência pública realizada nessa sexta-feira (27), na Câmara.
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O superávit, de R$ 47,978 milhões, foi garantido com uma receita de R$ 1,688 bilhão e despesas que somaram R$ 1,644 bilhão.
Apesar do resultado positivo, a Prefeitura arrecadou e gastou menos do que o previsto em 2025. A expectativa era de obter uma receita de R$ 1,8 bilhão, mas apenas 90% disso foi arrecadado. Com relação às despesas, ficaram em 87% do programado.
No fim de 2024, quando terminou o governo do ex-prefeito José Saud (PP), a dívida da Prefeitura estava em R$ 923,3 milhões, sendo R$ 255,5 milhões em restos a pagar (dívidas de curto prazo) e R$ 667,7 milhões em dívida consolidada (de longo prazo, acima de 12 meses). Corrigidos pela inflação de 2025, esses números representariam, agora, R$ 962,6 milhões de dívidas totais, sendo R$ 266,4 milhões em restos a pagar e R$ 696,2 milhões em dívida consolidada - a atualização foi feita pela reportagem para facilitar o comparativo com a dívida atual.
Ao fim de 2025, segundo dados apresentados nessa sexta-feira, a dívida da Prefeitura já atingia a marca de R$ 1 bilhão, sendo R$ 228,8 milhões em restos a pagar e R$ 779,1 milhões em dívida consolidada.
No comparativo, os números mostram que o governo Sérgio reduziu as dívidas de curto prazo da Prefeitura, mas ampliou - em uma escala maior - as dívidas de longo prazo.
Com relação aos restos a pagar, dos R$ 255,5 milhões registrados no fim de 2024, ao longo de 2025 a Prefeitura pagou R$ 108,6 milhões, cancelou R$ 54,3 milhões e deixou de pagar R$ 92,9 milhões.
Também ao longo de 2025, mais R$ 135,9 milhões foram inscritos em restos a pagar. Com isso, o ano foi encerrado com R$ 228,8 milhões em dívidas de curto prazo - que, ao menos em tese, precisariam ser pagas no decorrer de 2026.
Com relação à dívida consolidada, dos R$ 779,1 milhões registrados ao fim do ano passado, R$ 396,4 milhões eram referentes ao empréstimo do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), sendo R$ 286,4 milhões de parcelas vencidas e não pagas pelo município e R$ 110 milhões de parcelas futuras.
As dívidas de longo prazo também somam débitos de R$ 334,3 milhões com o IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté), de R$ 19,3 milhões com a EcoTaubaté, de R$ 10 milhões com a Sabesp e de R$ 2,7 milhões com o Simube (Sistema Municipal de Bolsas de Estudo).
Após a audiência, a reportagem questionou a Prefeitura sobre o superávit registrado em 2025 e sobre o aumento da dívida no ano passado, mas não houve resposta até a publicação do texto. O espaço segue aberto.
Com relação à administração indireta, o IPMT teve superávit de R$ 37,2 milhões no ano passado, considerando R$ 312,7 milhões em receita e R$ 275,5 milhões em despesa.
Com receita de R$ 225 milhões e despesa de R$ 198 milhões, a Unitau (Universidade de Taubaté) registrou superávit de R$ 27 milhões em 2025.