Pontes levadas pela força das águas voltaram a expor o risco nas estradas rurais de Caçapava após o temporal. Duas estruturas foram levadas pela correnteza, uma no limite com São José dos Campos e outra no limite com Taubaté. Até a última atualização, não havia manifestação oficial das prefeituras das três cidades.
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As ocorrências foram registradas em vias conhecidas por moradores como rotas de ligação entre bairros e propriedades na zona rural. A recomendação é de atenção máxima e de evitar qualquer tentativa de travessia em trechos com água passando sobre a pista ou com sinais de erosão e desmoronamento.
No limite entre Caçapava e São José dos Campos, a estrutura impactada foi a ponte na Estrada do Marambaia, ligação rural entre os municípios.
Já no limite entre Caçapava e Taubaté, o impacto foi na ponte da Estrada do Tataúba, na região do bairro Pinheirinho (Taubaté).
A queda das estruturas pode comprometer deslocamentos de moradores, transporte escolar, acesso a serviços e passagem de veículos de emergência, principalmente em áreas onde as estradas funcionam como única saída. A Estrada do Tataúba, por exemplo, já vinha sendo motivo de preocupação após erosões e danos no trecho, com relatos de moradores ilhados em Caçapava.
Até o início da noite de quarta-feira (25), São José dos Campos contabilizava 143 milímetros de chuva e ventos de até 40 km/h, conforme dados de monitoramento meteorológico local informados à reportagem.
Já os pluviômetros automáticos do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) registraram 47 milímetros em Caçapava nas últimas 24 horas e 58 milímetros em Taubaté no mesmo período.
Em episódios recentes, a força da chuva na região já provocou transtornos, como queda de pontes e até impacto em serviços essenciais, como no caso em que uma ponte arrastada danificou rede da Sabesp e afetou bairros em Caçapava.
A previsão indica continuidade da instabilidade, com risco de chuva persistente e momentos de forte intensidade até esta sexta-feira (27), elevando a chance de novas enxurradas, erosões e quedas de barreira.
A reportagem procurou as prefeituras de Caçapava, São José dos Campos e Taubaté para pedir informações sobre interdições, rotas alternativas e prazos para recomposição das travessias. Até o momento, não houve posicionamento oficial. O espaço segue aberto.