Os vereadores de Santo Antônio do Pinhal aprovaram, na noite de terça-feira (24), a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar eventual participação de servidores municipais, além de possíveis falhas no controle interno da Prefeitura, após um desvio milionário de cerca de R$ 6 milhões. Não houve manifestação contrária à CPI.
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A tesoureira da Prefeitura, que ocupava cargo de confiança e havia sido nomeada pelo prefeito Anderson Parrão (PSD), foi presa pela Polícia Civil no dia 11 de fevereiro, cinco dias após a chefe de contabilidade do município alertar seus superiores sobre transferências suspeitas. A Polícia Civil investiga o caso.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Rafael Andrade (Republicanos), a CPI terá prazo de 180 dias, podendo ser prorrogada por mais 90 dias.
“Hoje recebemos a informação da quebra do sigilo da funcionária (Ana Flávia dos Santos), mas ainda não foi liberado o acesso. Precisamos saber se esse dinheiro foi gasto em lugares onde é possível o ressarcimento”, disse Rafael.
A CPI terá a responsabilidade de produzir um relatório detalhado do suposto desvio de recursos públicos. O prefeito Parrão declarou ao portal G1 que “o levantamento interno começou em junho de 2024, mas os desvios de valores mais altos foram identificados no fim do ano passado”.
Entre as questões que a CPI deverá apurar, está uma lacuna de 19 meses sem que houvesse alguma ação do Executivo diante dos desvios.