25 de fevereiro de 2026
ASSASSINATO

Homem que matou freira após usar drogas diz voz fez o pedido

Por Da Redação | Ivaí (RS)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos,

A morte da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, é investigada pela Polícia Civil do Paraná. Ela foi encontrada sem vida no último sábado (21), após a invasão de um homem ao convento onde morava. O suspeito foi preso em flagrante e confessou o crime, segundo a polícia.

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O caso ocorreu no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região dos Campos Gerais. De acordo com as investigações, o homem pulou o muro do local por volta das 13h30. Após ser questionado pela religiosa sobre o que fazia ali, teria empurrado a vítima e, em seguida, a asfixiado.

Em depoimento, o investigado relatou que havia consumido drogas e álcool durante a madrugada e afirmou ter ouvido vozes. Ele declarou à polícia que entrou no convento com a intenção de matar alguém, embora tenha negado tentativa de furto. Ainda conforme o relato, ele se afastou após perceber que a freira estava desacordada.

Uma das religiosas informou que Nadia costumava, após o almoço, ir até um espaço do terreno para alimentar galinhas — local onde foi encontrada. Uma fotógrafa que participava de um evento no convento contou que foi abordada pelo suspeito logo depois do crime. Segundo ela, o homem estava nervoso, com roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Desconfiada, a mulher filmou discretamente a conversa e pediu ajuda a outras pessoas. O suspeito fugiu antes da chegada da polícia.

As imagens auxiliaram na identificação do homem, que foi localizado em casa. Conforme a Polícia Civil, ele tentou escapar e resistiu à abordagem, mas foi contido. Foi autuado por homicídio qualificado, com indícios de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência. O investigado possui antecedentes por roubo e furto.

Nadia Gavasnki ingressou na congregação em 1971 e dedicou 55 anos à vida religiosa. Mesmo após sofrer um AVC, que comprometeu sua fala, mantinha participação ativa na rotina do convento.

A polícia segue apurando as circunstâncias detalhadas da invasão, bem como a motivação e eventual premeditação do crime.