24 de fevereiro de 2026
MEIO AMBIENTE

Santuário Nacional de Aparecida inaugura usina de reciclagem

Por Da redação | Aparecida
| Tempo de leitura: 3 min
Thiago Leon/Santuário Nacional
Trabalho consiste na segregação de materiais recicláveis

O Santuário Nacional de Aparecida vai inaugurar, na próxima quinta-feira (26), às 10h, a Usina de Reciclagem São Geraldo, iniciativa de responsabilidade socioambiental voltada à gestão dos resíduos sólidos gerados no complexo de acolhida da Basílica.

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Instalada na Fazenda São José, a três quilômetros do Santuário, a estrutura se destaca como o primeiro modelo do Vale do Paraíba e a maior unidade de compostagem da região, promovendo a triagem de recicláveis e o reaproveitamento de resíduos orgânicos com foco na preservação ambiental e na sustentabilidade.

Alinhada ao magistério da Igreja Católica, especialmente às encíclicas Laudato Si’, Caritas in Veritate e à carta apostólica Octogesima Adveniens, segundo o Santuário, a Usina São Geraldo representa uma "resposta concreta ao chamado da Igreja para uma ecologia integral, que une fé, responsabilidade social e cuidado com a criação".

"A nova estrutura integra as grandes narrativas ambientais da instituição, ao lado da Usina Fotovoltaica São Francisco e das ações de reflorestamento, consolidando o compromisso permanente com a Casa Comum", disse a Basílica.

Estrutura e funcionamento.

Instalada em um galpão de 944,60 m², com pisos industriais de alta performance, a usina conta com sistema de triagem mecânica e manual, capaz de processar aproximadamente 6,6 toneladas de resíduos por dia e cerca de 200 toneladas por mês. O trabalho consiste na segregação de materiais recicláveis, como papel, plástico e metais, e no encaminhamento adequado dos resíduos orgânicos para compostagem aeróbica.

O sistema transforma os resíduos orgânicos em adubo no período de 40 a 120 dias, por meio de um processo controlado e ambientalmente seguro. A estrutura possui ainda tratamento adequado de chorume, drenagem segregada, autonomia hídrica por meio de poço artesiano e opera com energia 100% proveniente da Usina Fotovoltaica São Francisco, reforçando a integração entre as iniciativas sustentáveis do Santuário.

A operação da usina possibilita a redução de 50% a 60% do volume de resíduos enviados ao aterro sanitário licenciado, ampliando sua vida útil e diminuindo impactos ambientais. Além disso, a compostagem aeróbica mitiga emissões de gases de efeito estufa, especialmente o metano, que seria liberado na decomposição anaeróbica em aterros.

O projeto também gera impacto social positivo, com a criação de sete postos de trabalho diretos, além de dezenas de empregos indiretos desde a construção até a destinação dos materiais recicláveis. Paralelamente, a usina se torna espaço de educação ambiental prática e continuada, ampliando a consciência ecológica entre colaboradores, peregrinos e a comunidade local.

Devotos.

"Ao acolher milhões de peregrinos ao longo do ano, a instituição também assume e convida os fiéis a assumirem a responsabilidade pelo cuidado com o ambiente. Todo o lixo descartado nas dependências da Basílica é coletado e encaminhado para usina de triagem e compostagem. Assim, cada peregrino é chamado a transformar um gesto simples, o descarte correto dos resíduos, em uma ação concreta de cuidado com a Casa Comum", afirmou o Santuário.

A escolha do nome ‘Usina São Geraldo’ também passa pela fé. Homenageando o Santo Irmão Redentorista, São Geraldo Magela, o local recebe este título em vista da celebração dos 300 anos de seu nascimento em 2026. Reconhecido por sua sensibilidade, caridade e profundo cuidado com a vida, São Geraldo torna-se inspiração para uma obra que traduz zelo pelo próximo e responsabilidade com as futuras gerações.

"Mais do que uma estrutura técnica, a Usina de Reciclagem São Geraldo é um testemunho concreto de que fé e sustentabilidade caminham juntas, reafirmando o compromisso do Santuário Nacional com a Casa Comum e com uma ecologia integral que transforma práticas e consciências", completou a Basílica.